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Everton Sabú
Fundador

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Aprenda com bons exemplos: saiba a importância do benchmarking

A concorrência no mundo dos negócios está sempre acirrada. Por isso, é preciso estar atento às mudanças e inovações que o mercado apresenta. Nesse sentido, o uso do benchmarking tem sido uma importante estratégia utilizada pelas empresas para buscar o aprimoramento constante.

Apesar de ter um conceito muito simples, essa tática requer uma série de cuidados para que seja executada de uma forma eficaz. Neste texto, vamos falar sobre o conceito, seus benefícios e os tipos de benchmarking que sua empresa pode fazer. Confira!

Entenda o conceito de benchmarking

Antes de conhecer todas as vantagens de usar essa estratégia, vamos começar nosso texto explicando melhor o conceito de benchmarking. Acompanhe!

O que é?

O benchmarking é um processo de comparação realizado pelas empresas a fim de identificar erros e acertos dos concorrentes. Podem entrar nessa análise os processos de produção, os processos administrativos, a qualidade dos produtos ou serviços prestados e até mesmo as ações de marketing.

Sendo assim, essa prática serve para aprender com as outras empresas, copiando e melhorando o que tem apresentado bons resultados e evitando a incidência dos mesmos erros.

Como ele é feito?

O benchmarking é composto de uma série de ações planejadas e coordenadas. Portanto, é preciso elaborar um plano e traçar uma estratégia. Tudo isso envolve a definição de objetivos e metas, limites, fontes de dados, escolha dos concorrentes a serem analisados e, o mais importante, a análise e utilização das informações obtidas.

Existem diversas formas de coletar as informações, mas tudo dependerá do tipo de benchmarking e dos objetivos que se pretende alcançar.

Por que ele funciona?

O benchmarking funciona porque identifica quais são os melhores processos que vêm sendo praticados no mercado para serem copiados e aprimorados. Além disso, ele também identifica os principais pontos de melhorias e gaps que as empresas concorrentes têm deixado.

Dessa forma, é possível estabelecer uma estratégia de diferenciação, aproveitando os pontos positivos e corrigindo os pontos negativos. Assim, sua empresa mostra mais valor para os clientes e se posiciona à frente da concorrência.

O ponto crucial que define a efetividade dessa técnica é a utilização dos dados, fatos concretos. Sem achismos ou decisões incertas.

Conheça os benefícios do uso dessa técnica

Agora que você já sabe o que é o benchmarking, vamos conhecer seus principais benefícios. Acompanhe!

Melhora no conhecimento interno da empresa

O benchmarking ajuda a empresa a se conhecer melhor. Afinal, ao avaliar o que os concorrentes têm praticado, ela deve fazer uma comparação com suas práticas internas. Dessa forma, ela entende melhor como estão sendo realizados seus processos e quais são os possíveis pontos fortes e pontos de melhoria a serem trabalhados.

Identificação de objetivos e prioridades

Com base nas informações do benchmarking, uma empresa pode descobrir que está focando seus esforços nos objetivos errados e, por isso, não consegue obter os resultados pretendidos. Ao analisar as melhores práticas do mercado, é possível saber se o seu negócio está no caminho certo ou se ele precisa de alguns ajustes de rota.

Conhecimento do meio no qual a empresa está inserida

Muitas empresas acabam perdendo mercado por não acompanharem as mudanças e evoluções do setor. Por meio do benchmarking isso não acontece, visto que pequenas alterações no comportamento geral da concorrência são rapidamente percebidas. Sendo assim, é possível se adequar a tempo e até mesmo se colocar à frente dos concorrentes.

Otimização de processos a partir de bons exemplos

Todo mundo já ouviu falar da expressão “reinventar a roda”. É justamente isso que o benchmarking busca evitar. Para que gastar tempo e dinheiro criando processos que muitas vezes já existem no mercado?

Analisando os processos dos concorrentes, a sua empresa pode aproveitar a base e fazer pequenos ajustes para se adequar à realidade do próprio negócio. Com isso, você aprende com os bons exemplos, poupa investimentos e otimiza seus processos.

Melhoria em relação à concorrência

Todo processo pode ser melhorado. Inclusive aqueles que não foram criados por você. Por isso, conhecendo as práticas adotadas pelas empresas do setor, você pode identificar pontos de melhoria e usá-los para se destacar no mercado. Com isso, você pode apresentar um diferencial aos seus clientes, se posicionar à frente da concorrência e até mesmo aumentar a sua receita.

Saiba quais são os tipos de benchmarking

O benchmarking pode ser de vários tipos, conforme o seu objetivo principal. Vamos conhecer cada um deles a seguir!

Interno

O benchmarking interno consiste na análise dos processos da própria empresa em busca das melhores práticas. É muito utilizado em empresas maiores, que têm mais de uma filial e uma diversidade muito grande de setores.

Dessa forma, cada filial ou setor pode apresentar um processo que se destaque e deva ser replicado para toda a empresa.

Competitivo

O foco do benchmarking competitivo é analisar as práticas da concorrência a fim de superá-las. Ou seja, ele busca entender, principalmente, o que essas empresas têm deixado de entregar para seus clientes.

Podem ser analisados os produtos, serviços e até mesmo o marketing da outra empresa. O importante é entender como ela faz, identificar pontos de melhoria e fazer de uma forma aprimorada.

Funcional

Já o benchmarking funcional busca analisar processos de trabalho que não necessariamente são de empresas diretamente concorrentes. O foco aqui é identificar formas de executar tarefas que possam ser copiadas, independentemente do setor de atuação da empresa.

Colaborativo

O benchmarking colaborativo, como o próprio nome sugere, busca a cooperação entre as empresas. Nesse caso, o foco é a formação de uma parceria entre duas ou mais empresas. Dessa forma, é feita uma troca de informações sobre os processos, que pode ser integral ou parcial. O importante é proporcionar benefícios para todas as empresas envolvidas.

Como vimos, o benchmarking é uma ferramenta muito poderosa. Ela pode fortalecer os processos de uma empresa e ajudá-la a se destacar entre seus concorrentes. Por isso, é importante adotar essa prática e manter a análise constante do mercado.

Além de olhar para fora da empresa, é preciso se atentar para seu interior. Você sabe como fazer para alcançar as metas e os objetivos em uma franquia? Confira a resposta agora mesmo lendo o nosso post sobre o assunto!

Guia completo para escolher e negociar o ponto comercial da sua franquia

Você já decidiu abrir a sua empresa e considerou as opções de marca dentro do franchising. Optou por esse modelo de negócio devido às facilidades que ele oferece e ao aumento das chances de sucesso. Porém, o resultado positivo depende de um fator bastante importante: o ponto comercial para franquia.

Afinal, a localização faz toda a diferença no potencial de vendas da sua unidade. E se você acha que isso é um tanto irrelevante, basta pensar um pouco. Provavelmente, você já recebeu a indicação de algum local, mas teve dificuldade para achá-lo. Ou optou por pagar mais em certo produto no estabelecimento X apenas porque era mais conveniente do que ir até a loja Y.

Essas situações são bastante corriqueiras e interferem no resultado do seu negócio. Por isso, é imprescindível saber escolher o melhor ponto comercial para atrair clientes. Para ajudá-lo nessa empreitada, criamos este guia, que abordará:

  • por que é importante escolher bem;
  • como selecionar o melhor ponto comercial;
  • o que é melhor: loja de rua ou de shopping;
  • como negociar o ponto comercial;
  • quais são os cuidados necessários antes de fechar o contrato.

Então, que tal saber mais sobre esse assunto e garantir que a sua escolha será acertada?

Ponto comercial: por que é importante escolher bem?

Você sabia que a localização da sua empresa pode ser determinante para até 50% do sucesso do empreendimento? Essa afirmação foi feita pela especialista Filomena Garcia, em entrevista à Exame. É claro que esse percentual varia conforme o setor de atuação do negócio, mas uma coisa é certa: o ponto comercial é um aspecto relevante tanto para os seus resultados quanto para a marca com a qual fechará contrato.

Por que isso acontece? A resposta passa por diferentes fatores, como você verá mais à frente. No entanto, é essencial compreender que a escolha do local deve ultrapassar a intuição e ser embasada pela razão. É assim que a administração da sua franquia colaborará para obter resultados positivos.

Nesse cenário, é preciso considerar seu modelo de franquia, potenciais clientes e vizinhos. Além disso, é necessário pensar no aluguel, nos aspectos estruturais e em todos os detalhes que ajudarão o negócio a evoluir.

O problema é que cada empresa e unidade franqueada tem suas especificidades — e elas impactam diretamente nos resultados. Por isso, essa escolha pode ser mais difícil do que parece.

Então, como selecionar o melhor local? A definição deve ser feita junto com a franqueadora. A marca geralmente presta esse suporte porque sabe da importância desse momento. Você pode fazer sugestões, mas é necessário avaliar as características do estabelecimento para saber se ele se enquadra no que é esperado pela marca.

Se todos os critérios forem condizentes, o local é aprovado. Caso contrário, negado. Isso ocorre principalmente quando:

  • a necessidade de obras equivale a 30% ou mais do valor investido;
  • o fluxo de pessoas que passam pelo local todos os dias é insuficiente;
  • o aluguel custa mais de 10% da previsão de faturamento para a unidade.

Assim, a marca garante que o franqueado cuide de seu capital de giro — valor destinado às operações diárias da empresa — e assegura que o estabelecimento estará visível para os potenciais clientes. Além disso, é analisado se as pessoas que passam pelo local têm perfil adequado aos produtos e serviços oferecidos.

Por exemplo: se você abre uma loja de roupas para surfistas em um bairro com concentração de moradores acima de 65 anos, terá mais dificuldade para vender seus produtos. Isso não significa que a loja está fadada ao fracasso, mas sim que as chances de sucesso são maiores em uma região mais descolada e frequentada por jovens.

Então, a pergunta que fica é:

Como escolher o melhor ponto comercial para sua franquia?

A resposta para esse questionamento requer a análise de vários aspectos. Os principais são os que listamos a seguir:

Perfil do público da região

A ideia, aqui, é avaliar o perfil das pessoas que frequentam as proximidades onde o estabelecimento está localizado. Esse público deve coincidir com o da marca para evitar problemas nas vendas da unidade.

É o caso de uma franqueadora que tem como alvo indivíduos pertencentes às classes A e B. Nesse exemplo, é pouco válido abrir um estabelecimento em um bairro com moradores de renda mais baixa, porque a tendência é que sejam realizados poucos negócios.

Da mesma forma, abrir um restaurante que funciona somente no almoço em uma área essencialmente residencial é pouco interessante, porque a maioria das pessoas está estudando ou trabalhando nesse horário. Assim, seria mais viável abrir a unidade próximo a uma região comercial.

Vale a pena pensar também sobre o comportamento do público-alvo. Veja se ele compra por impulso, se é morador ou apenas trabalha na região, se usa carro ou transporte público, se deixa de andar pelo local à noite por considerá-lo perigoso e por aí vai. Todos esses aspectos determinam o que é melhor.

Por exemplo: se você tem uma franquia de profissões e idiomas com funcionamento até as 22 horas, mas o bairro é conhecido por ser perigoso, a tendência é que haja uma queda de pessoas circulando no local, o que impactará as vendas realizadas. Nesse caso, é mais interessante abrir o seu negócio em uma rua mais segura e movimentada.

Visibilidade e acesso ao local

O aspecto que mais determina o sucesso do ponto comercial da franquia é a movimentação da rua em que a unidade será aberta. Porém, há outras variáveis a considerar, especialmente a visibilidade e o acesso ao estabelecimento.

A regra é que lojas de esquina estão mais em evidência que aquelas que ficam no meio da rua. Isso ocorre porque elas são mais visíveis para pedestres e motoristas que estão parados em semáforos.

Outro item importante é a iluminação da rua. Quanto mais clara for, mais destaque sua unidade franqueada terá, mesmo após escurecer. Caso seu estabelecimento esteja localizado em um shopping, o ideal é ficar próximo a escadas rolantes e praças de alimentação.

Em relação ao acesso, o ideal é ter um convênio com um estacionamento ou deixar algumas vagas em frente ao estabelecimento. Essas medidas facilitam que pessoas de carro possam ir até a sua unidade. Lembre-se também de quem usa o transporte público e tente ficar próximo a estações de metrô e pontos de ônibus.

Mais que isso, considere o trajeto que a maioria das pessoas faz. Se você abre uma padaria, por exemplo, é melhor estar no caminho de ida. Por outro lado, lojas de artigos para casa ficam mais bem posicionadas na volta, porque, assim, o cliente adquire o que precisa e já leva diretamente para sua residência.

Por fim, considere os aspectos de acessibilidade para pessoas com deficiência. Esse é um atrativo bem grande, porque nem todos os empreendedores pensam nesse quesito. Além disso, é um direito assegurado por lei — mais um ponto a favor de fazer essa adaptação.

Custo de ocupação do imóvel

A abertura de uma unidade franqueada exige que você reserve uma quantia para o capital de giro. A franqueadora já fornece uma previsão de quanto será necessário para o funcionamento dos primeiros meses. A esse valor, deve ser acrescido o custo de ocupação do imóvel.

Esse montante costuma ter um grande impacto sobre as finanças. Por isso, recomenda-se negociar com os proprietários do ponto comercial. Uma ideia é sugerir o escalonamento do aluguel para aliviar o custo da empresa nos primeiros anos, período em que a tendência é vender um pouco menos até a consolidação da unidade.

Outra dica é se informar sobre o preço do metro quadrado na região e o valor dos aluguéis de espaços concorrentes. Com essa informação em mãos, é mais fácil negociar e fornecer argumentos condizentes.

Por fim, antes de fechar negócio, certifique-se de que inexistem custos ocultos, como dívidas do imóvel com a prefeitura, IPTU atrasado ou condomínio.

Análise da concorrência

Em alguns casos, a localização próxima aos concorrentes pode ajudar. Via de regra, se eles estão naquela região é porque o público-alvo vai até lá para consumir. Porém, é preciso cuidar para que essa estratégia não surta o efeito contrário.

Para o setor de alimentação, bem como franquias de chocolates e cosméticos, o ideal é concentrar para aproveitar o público que já comparece à concorrência. Essa, inclusive, é a estratégia do Habib’s, que sempre fica perto de um McDonald’s para atrair as pessoas que desejam variar o cardápio.

Porém, é preciso ter bom senso e tomar cuidado com incompatibilidades. Por exemplo: ter uma loja de perfumes ao lado de uma peixaria é algo que, com certeza, dará errado. Nesse sentido, é preciso analisar as marcas que concorrem e as que complementam seu negócio.

Assim, os concorrentes podem ser:

  • diretos: vendem produtos ou serviços iguais e buscam a mesma fatia de público. Por exemplo: duas agências de viagens;
  • indiretos: comercializam itens similares, mas que concorrem entre si porque se substituem em algum momento. É o caso de uma agência de viagens e uma companhia aérea ou de um financiamento de veículos que pode fazer o cliente desistir de comprar determinado móvel.

Avaliar essa questão é fundamental para evitar contratempos. Também é recomendado analisar se há várias lojas funcionando no local, se elas possuem fachadas atrativas e se vendem bem, porque esse é um sinal positivo.

Infraestrutura da região

Os serviços disponibilizados no local em que você pretende abrir a sua unidade são outro ponto determinante para a escolha. É inviável escolher uma região em que a internet oferecida é ruim, porque atualmente qualquer empreendimento depende desse fator. Avalie também a oferta de energia elétrica e água, que são indispensáveis para o funcionamento da unidade.

Outro fator relevante é a segurança, tanto para os colaboradores quanto para os clientes. Por isso, evite bairros que costumam ter problemas com queda de energia e número elevado de assaltos.

Considere também os aspectos legais que devem ser verificados com a prefeitura. Identifique o zoneamento comercial e avalie se a região escolhida permite a abertura da sua franquia, assim como a emissão de alvará sanitário, ambiental e de bombeiros.

Dentro desse escopo, vale a pena se preocupar ainda com:

  • padrão de calçada;
  • possibilidade de construir 2 ou mais andares;
  • restrições de estrutura da cidade;
  • limitações para obras no imóvel devido ao contrato.

Estrutura física do imóvel

A análise da infraestrutura da região por si só é insuficiente, porque também é necessário conferir a estrutura física do imóvel. É preciso identificar a necessidade de obras e quanto se deve gastar para adaptar o bem ao layout do negócio. Se o valor for elevado, tente procurar outras alternativas.

Considere que cada franqueadora tem um projeto arquitetônico que deve ser seguido a fim de garantir uma padronização. Por outro lado, se o imóvel for muito grande e ficar com um espaço ocioso, vale a pena procurar outro menor. Caso contrário, o custo de manutenção será muito alto e poderá impactar seu orçamento.

Há também questões difíceis de serem analisadas no início, como instalação elétrica inadequada, vazamentos, entre outras situações. Por isso, é viável levar um profissional qualificado para analisar esses aspectos antes de fechar negócio.

Por fim, você pode escolher um imóvel na rua ou em um shopping. A segunda opção traz mais segurança, mas a primeira também tem suas vantagens, como você poderá ver no comparativo que fizemos a seguir.

Shopping ou loja de rua: qual a melhor opção para uma franquia?

Essa resposta também considera diversos fatores. O primeiro passo é compreender que esses dois locais representam meios de compra distintos. Veja o que caracteriza cada uma das alternativas:

Shopping

A maioria dos franqueados opta pelo shopping por diferentes fatores, sendo um dos principais a segurança. Os dados são confirmados pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) e pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), que identificaram que 35% das ocupações nesses centros comerciais são de unidades franqueadas. A informação foi divulgada pelo site O Negócio do Varejo.

Os motivos que justificam essa preferência são a visibilidade, o grande fluxo de pessoas — muitas propensas a fazer compras por impulso — e a estrutura praticamente pronta, que exige menos adequações. Além disso, há o estacionamento e uma grande diversidade de lojas.

Porém, o shopping tem um inconveniente bastante importante: o alto custo. Isso é ainda mais importante quando o centro comercial ainda é novo e se desconhece como serão seus resultados.

Loja de rua

Os pontos positivos são a liberdade maior para promover ações de marketing e a flexibilidade de horários. Além disso, os custos são mais baixos e esse tipo de franquia costuma exigir menos recursos.

Por sua vez, o estado do imóvel pode exigir uma necessidade maior de adaptação, o que tende a elevar o investimento realizado. Então, quais pontos devem ser analisados ao escolher uma loja de rua? Confira os principais:

Despesas mensais

O shopping exige o pagamento de, pelo menos, 3 despesas mensais: o aluguel e as taxas de condomínio e de promoção. O ideal é que esses valores nunca ultrapassem 15% do faturamento, para garantir a viabilidade da sua empresa. Nas lojas de rua, esse percentual costuma ser de até 10%. É importante lembrar que a locação em um centro comercial tende a custar 30% a mais.

Horário

A loja de rua traz mais liberdade nesse quesito, ao contrário do shopping, que exige o funcionamento de segunda a sábado, das 10 às 22 horas, e aos domingos das 11 horas (para a praça de alimentação) ou 14 horas (para as demais lojas) às 20 horas. Esses horários ainda demandam a contratação de mais mão de obra, o que eleva os custos de horas extras e adequação de turnos.

Faturamento

Os estabelecimentos na rua tendem a ter um faturamento mais elevado. Uma pesquisa da consultoria Deloitte e da ABF, publicada pelo Uol, aponta que 53% dos franqueadores têm receita maior em lojas de rua. Além disso, 63% das redes têm mais rentabilidade nos locais públicos.

É claro que tudo depende do seu negócio. Por exemplo: uma unidade de idiomas e cursos profissionalizantes como a da Jumper Franquias fica melhor em uma loja de rua, que traz mais acessibilidade aos alunos. No entanto, além desses aspectos, há mais dois pontos a analisar.

Como negociar o ponto comercial?

A opção por empreender é difícil, especialmente porque é preciso lidar com vários custos. Um deles é o do ponto comercial da sua franquia, gasto que pode corroer o lucro de uma empresa se você deixar de negociar com o proprietário. Talvez você nem tenha parado para pensar nisso, mas acredite: é um ponto altamente importante.

Mais do que a escolha de um local adequado e que atenda às expectativas e exigências da franqueadora, é preciso que o imóvel atenda a outras demandas necessárias. A partir delas você poderá negociar com o proprietário e tentar diminuir o valor do aluguel.

Nesse momento, os pontos fundamentais sobre os quais é preciso entrar em acordo são:

Lei de zoneamento

As prefeituras dividem as cidades em áreas e cada uma delas permite o funcionamento de determinadas atividades. A emissão do alvará depende desse zoneamento. Por isso, verifique essa questão antes de fechar o contrato para evitar problemas.

Estado de conservação do imóvel

As obras necessárias no local devem ter um certo limite. Quando elas forem referentes à adequação ao layout da marca, tudo bem. Porém, se for necessário ajustar problemas, por exemplo, na fiação elétrica, converse com o proprietário.

Veja se ele faz o ajuste ou se concede algum desconto no aluguel. Negocie também uma carência de aluguel para os períodos em obras ou nos quais a empresa estiver inoperante.

Valor do aluguel

O preço cobrado deve ser compatível com a operação a ser implementada, bem como com o faturamento e os gastos esperados. Caso esteja inviável, verifique com o proprietário a possibilidade de rever o valor, pelo menos por um tempo.

Número de pessoas que passam pela região

A quantidade de potenciais clientes na região é fundamental e também pode se tornar um ponto de negociação. Visite o local em dias e horários diferentes e argumente com o proprietário. No caso de uma loja no shopping, é possível obter algum desconto no IPTU ou taxa de condomínio, por exemplo.

Lembre-se de que esse acordo deve ser firmado em contrato, com todos os detalhes bem especificados. As lojas de rua são melhores nesse sentido, porque é mais fácil obter reduções no aluguel.

Porém, nunca feche negócios informalmente, porque isso costuma ser contra a política da franqueadora e ainda pode gerar vários problemas.

Quais são os cuidados na hora de fechar o contrato de locação?

Nesse documento, devem constar todos os detalhes do acordo firmado entre locador e locatário. Ele deve ser válido por todo o período do aluguel e evitar qualquer ação de despejo. Tenha em mente que esses são requisitos obrigatórios para abrir um negócio próprio.

Por isso, é imprescindível avaliar os seguintes aspectos:

Celebração por escrito

O contrato sempre deve ser escrito, nunca verbal. Apesar de o segundo ser válido perante a justiça brasileira, ele deixa de assegurar alguns direitos, como a possibilidade de entrar com uma ação renovatória, que é aquela que prevê a renovação do contrato por igual período e condições.

Prazo por período determinado

A validade especificada em contrato deve ser cumprida até o final, exceto nos casos em que o proprietário utilizará o local para sua utilização ou de seus familiares diretos.

Esse direito resguarda locador e locatário, já que o primeiro consegue manter seu estabelecimento no mesmo local por vários meses e o segundo evita prejuízos devido à adaptação feita no ambiente para o franqueado começar a trabalhar.

Vale a pena destacar ainda que o prazo mínimo de locação é de 5 anos. Porém, a renovação deve ser solicitada 18 meses antes para garantir sua validade. Faça isso conversando com o proprietário. Se não surtir efeito, entre com a ação.

Cumprimento obrigatório do contrato por eventual comprador

O imóvel pode ser vendido, mesmo que sua empresa ainda esteja em funcionamento. Por isso, é recomendado inserir essa cláusula, para garantir que você tenha preferência de compra em caso de venda e para assegurar a continuidade do contrato até o fim, mesmo após a troca de proprietário.

Registro na matrícula do imóvel

O contrato pode ser averbado na matrícula do imóvel, procedimento comum para empresas grandes. Apesar disso, é indicado para empreendimentos menores, porque aumenta a segurança da transação para ambos os lados.

Como você pôde perceber, o ponto comercial para franquia é um critério muito relevante para o seu sucesso e atração de compradores. Ao seguir as dicas repassadas ao longo deste post, você terá resultados muito positivos.

Então, que tal abrir sua unidade franqueada? Entre em contato com um consultor da Jumper Franquias e veja como nosso negócio pode melhorar a sua vida!

Como conseguir um financiamento para empreender? Saiba mais!

Segundo uma pesquisa coordenada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN), 76% dos jovens brasileiros (entre 25 e 35 anos) sonham em empreender.

Esse pequeno recorte da realidade nacional mostra a motivação para a realização pessoal, a busca pela qualidade de vida e a maior liberdade que ter o próprio negócio traz. No entanto, a barreira financeira impede a realização desse sonho e, por isso, muitos recorrem ao financiamento para empreender.

Identificou-se com essa realidade? Então, o artigo de hoje é para você! A seguir, listaremos algumas das principais opções de financiamento disponíveis para quem pensa em empreender. Confira!

Empréstimos bancários

Geralmente, essa é a primeira opção levada em consideração por aqueles que almejam ter o próprio negócio e precisam financiá-lo. Algumas instituições, como a Caixa e o Banco do Brasil, têm linhas de crédito específicas para novos empreendimentos, por exemplo.

Apesar de se tratar de uma opção mais fácil de ser encontrada, as taxas de juros cobradas podem não ser as melhores — principalmente para quem está começando um empreendimento do zero.

Isso porque elas costumam ser altas. E levando em consideração que, no início, o negócio apresenta uma lucratividade que serve, basicamente, para cobrir seus gastos de instalação e manutenção, o novo empresário pode contrair dívidas.

Capital próprio ou familiar

O capital próprio também é uma alternativa muito utilizada pelas pessoas que estão começando a empreender. Ele pode ser obtido com a venda de bens em propriedade do empresário e, como não há custos ligados ao financiamento, o montante obtido é gerido conforme a vontade do indivíduo.

No entanto, a desvantagem de utilizá-lo é que a pessoa fica restrita quanto à expansão do negócio. Isso porque só será possível reinvestir com o lucro obtido após a abertura do empreendimento.

Nesse caso, existe uma alternativa — o empréstimo familiar. Seus benefícios são: facilidade de consegui-lo (em comparação com as outras opções) e juros bem menores, sendo um atrativo para quem está começando.

No entanto, é importante ficar atento, pois muitos investidores do tipo vão querer ter responsabilidades de gestão. Outra questão diz respeito aos atrasos, que podem trazer indisposição entre os membros e, até mesmo, cobranças por resultados no negócio — o que vai pressioná-lo a ter sucesso rápido.

Investidor-anjo

O negócio que você pretende abrir tem alto potencial de crescimento? Então, uma opção de financiamento para empreender é recorrer aos investidores-anjo. Trata-se de pessoas físicas que procuram por negócios com alto potencial para apostar.

Tradicionalmente, eles investem em empresas que estão começando e têm planos de negócio bem estruturados. Essa é uma boa opção para quem está começando um empreendimento inovador, mas é preciso ter atenção às desvantagens também.

Entre elas, destacamos a porcentagem de participação cobrada, que pode variar de 10% a 50%, dependendo de cada caso, limitando os lucros futuros. O investidor-anjo também terá certo controle gerencial, o que pode gerar problemas (como o empreendedor ter de abrir mão do gerenciamento para atender aos requisitos preestabelecidos pelo financiador).

Crowdfunding 

Outra forma de financiamento para empreender é o crowdfunding — ou financiamento coletivo, como também é conhecido no mercado. Trata-se de contar com a participação de um grupo de pessoas (pode ser pequeno ou grande) que investe seus recursos financeiros no novo empreendimento.

Para tanto, o novo empreendedor em questão apresenta a ideia ao público por meio de um site de financiamento coletivo, estabelecendo o quanto precisa obter para custear a ideia e estipulando um prazo para a arrecadação. No Brasil, esse modelo de investimento tem ganhado cada vez mais adeptos ano após ano.

O interessante é que o modelo apresenta vantagens como a redução de riscos do investimento e, também, uma maior visibilidade para o negócio. Outro benefício é o feedback dos financiadores, que podem sugerir melhorias e aperfeiçoamentos para a empresa.

No entanto, existem também as desvantagens, como os projetos que precisam de grandes quantias. Além disso, as verbas servem apenas para o início do empreendimento, não sendo sustentadas em médio ou longo prazo. Há, ainda, a possibilidade de ter o negócio copiado por outra pessoa, visto que será preciso apresentar a ideia para obter o dinheiro.

Linhas de financiamento para empreender com condições especiais para franquias

Existem opções específicas de financiamento para empreender em franquias. Os próprios bancos têm parcerias para fomentar esse tipo de negócio com algumas franqueadoras, mas ainda há a possibilidade das financeiras.

Algumas delas, por exemplo, permitem pagamentos em 42 meses e obtenção de capital de giro para o início do negócio. A vantagem é que tais instituições oferecem até mesmo juros abaixo de 2% ao mês, para que o franqueado possa começar seu negócio com maior tranquilidade.

Existem, ainda, aquelas linhas de crédito específicas para a aquisição de mercadorias diretamente do franqueador, bem como as com antecipação de recebíveis. As vantagens de se apostar nesse tipo específico de financiamento para empreender é que o empresário pode suprir diretamente suas necessidades específicas.

A única desvantagem é que será preciso pesquisar para ver qual instituição oferecerá mais vantagens, o que pode levar algum tempo, principalmente se elas exigirem planos de negócios com pontos específicos.

Bônus: como fazer a escolha mais acertada

Antes de optar pelo tipo de financiamento para empreender, o novo empresário precisa levar em consideração alguns fatores — e o primeiro deles é estudar suas necessidades financeiras. Para tanto, ele deve considerar de quanto o negócio precisará para começar suas atividades e manter-se por algum tempo.

Além disso, é fundamental mapear as possibilidades de financiamento para empreender, levando sempre em consideração as vantagens e desvantagens de cada uma delas. Só assim será possível escolher a opção que mais se encaixa à sua realidade.

Por último, organizar as finanças sabendo dos juros, do capital de giro necessário, dos pagamentos e de outros detalhes importantes do negócio é essencial para não ter que fechar o empreendimento.

Falando em organização, ela é essencial não só para as finanças, mas também para todos os processos que envolvem a construção de um negócio. Quer saber como se organizar para ser um empresário de sucesso? Leia nosso artigo sobre o assunto! Até a próxima!

Fluxo de caixa: o que é e qual a importância de seu controle?

Uma das principais atividades do setor financeiro de uma empresa é o controle do fluxo de caixa. Ele serve como base para todo o trabalho do setor e mantê-lo sempre atualizado pode evitar grandes problemas.

Uma tarefa tão importante demanda alguns cuidados especiais e muita atenção a certos detalhes. Apesar de, em suma, ser um controle de entradas e saídas, os cálculos podem ser mais complexos dependendo de algumas situações. Nesse cenário, qualquer erro pode afetar várias outras contas.

Para ajudar você a fazer um controle de fluxo de caixa eficiente, preparamos este post mostrando o que ele é, destacando suas principais características e, por fim, explicando por que ele é tão importante para as empresas. Confira!

O que é fluxo de caixa?

Como citamos na introdução deste post, o fluxo de caixa é uma ferramenta de gestão financeira que expõe todas as entradas e saídas financeiras da empresa, geralmente agrupadas por mês.

Na prática, o fluxo de caixa mostra uma visão antecipada das projeções futuras. Ou seja, ele mostra a situação financeira provável dos próximos períodos, com base nas informações atuais disponíveis.

Dessa forma, ele deve contemplar todas as contas a pagar que já estão previstas no período 

 

de análise. Isso inclui todas as despesas recorrentes do dia a dia, como aluguel, despesas com funcionários e fornecedores e pagamento de royalties (nos casos de franqueados).

Da mesma forma, as receitas previstas também precisam ser listadas. As mais comuns são os recebimentos de vendas parceladas, mas também há as vendas feitas durante o mês por meio de cartão de crédito, que costumam demorar cerca de 30 dias para serem creditadas na conta.

Mantendo essas informações atualizadas e sob controle, o fluxo de caixa se torna um excelente aliado à gestão da empresa. A seguir, confira quais são os principais benefícios desse instrumento de gestão.

Quais são os principais benefícios do fluxo de caixa?

Manter o fluxo de caixa organizado e atualizado pode não ser uma tarefa tão prazerosa, mas seu cumprimento traz benefícios que, com certeza, valem todo o esforço. Veja abaixo alguns motivos para garantir que o fluxo de caixa da sua empresa esteja sempre em dia.

Eficiência no gerenciamento de gastos

O fluxo de caixa permite ao gestor financeiro ter uma visão clara da previsão de entradas e saídas de valores em um determinado período. Com isso, ele pode verificar se a empresa tem condições de arcar com seus gastos ou se providências precisarão ser tomadas.

É importante ressaltar que, para que esse gerenciamento seja realmente eficiente, é necessário manter o fluxo de caixa diariamente atualizado — principalmente porque a maior parte das previsões de entradas vem das vendas de cada dia, e esses valores podem afetar a visão mensal da situação financeira da empresa.

Auxílio no controle financeiro

O fluxo de caixa faz parte da base de informações necessárias para que o gestor faça um bom controle financeiro. Isso porque não há como decidir sobre pagamentos e investimentos sem ao menos saber quais são as previsões de entradas e saídas.

No dia a dia de um setor financeiro, são muitas as contas a pagar e a receber, e é papel do gestor manter a conta corrente controlada, não apenas para não faltar dinheiro para cobrir as contas a pagar, mas também para manter parte do dinheiro aplicada para gerar rendimentos.

O documento ajuda a prever com clareza a movimentação financeira de cada dia; assim, o empresário é capaz de realizar uma melhor gestão, evitando atrasos e multas e garantindo que o dinheiro siga rendendo nas contas de investimento.

Base para o planejamento financeiro

O histórico do fluxo de caixa é uma excelente fonte de informações para a realização do planejamento financeiro, um instrumento que permite ao gestor projetar as receitas, custos e investimentos da empresa de forma a antever a provável situação financeira futura.

Apesar dos conceitos parecidos, no fluxo de caixa os valores vêm de transações já realizadas, enquanto no planejamento os valores são suposições.

Nesse sentido, a análise dos fluxos de caixa anteriores oferece uma base mais sólida para a definição dos valores esperados no planejamento financeiro.

Aprimoramento na tomada de decisões

A tomada de decisões, em qualquer tipo de empresa, precisa ser feita com base em dados seguros e realistas. O fluxo de caixa é o documento com as informações financeiras mais reais existentes na empresa.

Decisões sobre grandes investimentos, ampliações, abertura de novas unidades, entre outras, são muito sérias e não devem ser tomadas com base em meras suposições. O fluxo de caixa provê informações que mostram uma tendência, possibilitando tomar decisões mais acertadas.

Um bom gestor financeiro saberá tomar as melhores decisões ao analisar os dados corretos do documento, além de contar com informações de outras ferramentas de gestão utilizadas na empresa.

Transparência sobre a saúde financeira da empresa

O fluxo de caixa é como um retrato do contexto financeiro atual da empresa para os próximos meses. Ao manter esses dados diariamente atualizados, a situação fica clara para os gestores.

Um fluxo de caixa bem organizado não deixa dúvidas sobre as transações. As entradas e saídas diárias são estritamente controladas; dessa forma, dificilmente uma discrepância nos valores passa despercebida.

Com dados confiáveis e atualizados, o real estado de saúde financeira da empresa torna-se facilmente verificável e medidas preventivas podem ser tomadas a tempo, se for o caso.

Por que manter o controle do fluxo de caixa é tão importante?

Manter o fluxo de caixa controlado é o mesmo que manter o seu setor financeiro em ordem. Ele é a base para todas as atividades do setor, então, se ele não estiver sob controle, todo o restante também não estará.

Além disso, mantê-lo organizado e atualizado garante que sua empresa obtenha todos os benefícios citados no tópico anterior. Alguns deles, inclusive, são essenciais para a execução de tarefas simples do dia a dia.

Portanto, é importante que seu setor financeiro tenha o hábito de atualizar o fluxo de caixa constantemente. Crie uma rotina e escolha uma pessoa para ser responsável por essa tarefa. Não deixe de acompanhá-la para garantir que o controle esteja sempre em dia.

Agora que você entendeu qual é a importância do fluxo de caixa, que tal aprender como calcular o lucro? Boa leitura!

Próprio negócio: como se organizar para começar a ser empresário?

A ideia de ser o seu próprio chefe e poder aproveitar todos os benefícios de trabalhar por conta própria tem se tornado cada vez mais atrativa no Brasil. Mesmo em épocas de crise financeira, ser empresário é um caminho vantajoso.

Além de poder aumentar sua renda progressivamente, o empreendedor também desfruta de horários de trabalho mais flexíveis, aumentando sua qualidade de vida. Mas para ter um negócio de sucesso é fundamental que você saiba se planejar.

A falta de preparação dificulta muito a caminhada da empresa e pode até mesmo causar o seu fracasso. Para ajudar você, trouxemos neste post um passo a passo para montar um negócio. Aproveite!

Escolher um nicho de mercado

A primeira escolha que você vai fazer diz respeito ao seu negócio propriamente dito. Com o que você quer trabalhar? O que você pretende oferecer ao mercado? As possibilidades são infinitas. Você pode vender produtos, oferecer serviços, trabalhar com consultoria, etc.

Para definir seu produto, uma boa dica é pensar no que você já sabe fazer e no que você gosta ou tem facilidade. Suas habilidades e conhecimentos atuais podem ser muito úteis para fazer um negócio independente, que você consiga desenvolver até mesmo sozinho nos primeiros meses.

Outro ponto que deve ser analisado é o mercado. Toda empresa existe para solucionar algum problema ou oferecer algo diante de uma necessidade do mercado consumidor. Nesse sentido, você pode desenvolver um aplicativo que facilite a vida das pessoas ou pode abrir a primeira cafeteria de um bairro, por exemplo.

Um novo negócio não precisa necessariamente ser algo inédito. É possível observar o mercado e ver o que pode ser melhorado. Para isso, a ideia de focar em um nicho é muito interessante. Você pode ter muito sucesso abrindo um comércio comum, mas que foque em um público específico e ofereça a ele experiências diferenciadas.

Verificar a viabilidade do negócio

Para ser empresário e obter sucesso, você precisa de muita preparação. Uma ótima ideia não se sustenta sozinha. Sem um bom modelo de negócio e muita capacidade administrativa, muitos empresários acabam desperdiçando ideias promissoras.

Para evitar isso, é preciso desenvolver uma base sólida para sua empresa. Você deve realizar uma extensa pesquisa e montar um plano de negócio. Ele é um documento que reúne todas as informações relevantes para que seu sonho se torne realidade e conquiste o sucesso. Assim, você conhece o que é necessário para desenvolver sua ideia e pode avaliar a viabilidade dela.

Se você tem pouca experiência, procurar o auxílio de um profissional pode ser muito útil nessa etapa. Há diversos consultores ou órgãos de consultoria que podem ajudar você a entender pontos importantes, como a legislação da área que você quer atuar, a documentação necessária para abrir a empresa, os riscos e potenciais da ideia, etc.

No plano de negócio, você tem uma espécie de mapa que indica os caminhos da empresa. Nele você expressa como sua ideia vai ser colocada em prática: quais são os recursos necessários para o funcionamento, como será a entrega de produtos ou serviços para o cliente e qual é a base financeira. Esse documento é reavaliado frequentemente — você pode rever caminhos e pensar em outras estratégias depois de abrir a empresa.

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Escolher o local do negócio

Essa escolha vai depender bastante do tipo de empresa que você pretende abrir. Alguns negócios podem começar na própria casa do empreendedor, como serviços de consultoria. Mas se você vai montar um escritório ou ponto comercial, a localização é decisiva e precisa ser pensada com cuidado.

O local que você escolhe para abrir uma loja ou escritório vai marcar a experiência dos clientes com a sua empresa. Um dos principais pontos a considerar é a estrutura oferecida para eles. Aspectos como estacionamento próprio, facilidade de acesso e movimento das ruas próximas podem fazer muita diferença para o consumidor.

Além disso, você deve procurar locais que concentram um bom fluxo de clientes em potencial para você. Atenção: não estamos falando apenas de uma localização movimentada, mas de um espaço que concentre o maior número de pessoas dentro do seu perfil de consumidor, ou seja, com potencial de adquirir seus produtos ou serviços.

Capacitar-se para o trabalho

Outro ponto fundamental é a sua capacitação não só para oferecer o serviço, mas também para gerir uma empresa. Muitas pessoas abrem negócios na área em que já trabalham e oferecem produtos de qualidade, mas enfrentam inúmeras dificuldades para consolidar a empresa por não terem se preparado para os desafios do gerenciamento.

Para evitar esse erro muito comum, estude bastante. Pesquise sobre todos os detalhes do negócio que você escolheu e se capacite para atuar na área. Identifique quais são os conhecimentos que você sente falta e busque livros, palestras e cursos sobre o assunto. Se for necessário, contrate um consultor para prestar suporte no início.

Além disso, conheça o perfil necessário para ser empreendedor e prepare-se. Para abrir uma empresa, você deve desenvolver visão estratégica, capacidade de calcular e enfrentar riscos, habilidade de liderança e boa comunicação. Precisa também se preparar para trabalhar muito e ter paciência quanto ao retorno do investimento nos primeiros anos. O apoio da sua família e rede de amigos é muito importante nesse período.

Fazer um planejamento financeiro

Ao sonhar em ser empresário, a independência financeira e o aumento da renda são os benefícios mais buscados. Mas não se pode esquecer que uma empresa precisa de caixa e capital de giro para começar. Assim, é preciso se planejar financeiramente antes de abrir o seu próprio negócio.

Você deve ter em mente que, por mais simples que sua empresa comece, será preciso investir dinheiro nela e o retorno financeiro pode demorar alguns meses ou anos. Para ter saúde financeira e não enfrentar dificuldades ao deixar o emprego formal e virar empreendedor, avalie todas as suas possibilidades e se organize.

Se você não tem dinheiro para abrir o negócio agora, há a opção de adiar os planos e continuar poupando ou procurar alternativas. É possível, por exemplo, encontrar um sócio, conquistar um investidor anjo ou solicitar uma linha de crédito para empreendedorismo no banco. Avalie os pontos positivos e negativos de cada opção antes de decidir.

Para conquistar a independência financeira e aproveitar as vantagens de ser empresário é preciso muito planejamento e cuidado. Uma ótima opção para simplificar esse passo a passo é investir em franquias. Assim, você conta com um modelo de negócio já consolidado e com todo o suporte de empreendedores de sucesso.

Gostou desse post? Então, continue no blog e leia sobre 3 opções para investir seu FGTS!

Saiba o que é e como calcular o lucro em sua empresa

Atualmente, ouve-se muito falar de lucro quando o assunto é negócios e empresas. Porém, essa é uma palavra antiga, que começou a ser usada quando a prática do mercantilismo surgiu no continente europeu no século XV. Para um empreendedor, saber o que é lucro é uma informação fundamental que pode fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso do seu negócio.

Sendo uma peça fundamental da engrenagem que move o mundo corporativo, é natural que você esteja se perguntando: será que eu sei mesmo o que é lucro?

Bom, não se desespere! Neste artigo, vamos explicar de maneira simples e eficiente o que é lucro, além de explicar, também, o conceito de margem de lucro.

Também abordaremos a importância de saber calculá-lo e monitorá-lo, mostraremos a relação do lucro com o crescimento da empresa, como calcular os lucros e quais variáveis são levadas em conta na hora do cálculo. Acompanhe!

Afinal, o que é lucro?

Lucro é, em suma, toda quantia que resulta da receita auferida de uma venda ou prestação de serviço, subtraída dos seus custos de produção. Em uma linguagem simples e direta, lucro nada mais é do que o valor da diferença entre as receitas obtidas e as despesas realizadas.

Além disso, o lucro também pode ser definido como o retorno econômico positivo obtido por meio de uma operação financeira, como por exemplo os juros pagos por investimentos em poupança, títulos do Tesouro e outros.

Lucro normal

O lucro normal é caracterizado pelo montante que uma determinada empresa necessita para manter o seu funcionamento sem riscos de descapitalização ou falência. Em outras palavras, é o valor mínimo necessário.

Uma empresa ganha poder de mercado quando começar a capitalizar acima do lucro normal.

Lucro econômico

O lucro econômico, por sua vez, é bastante similar ao próprio conceito de lucro. É o resultado da equação entre a receita auferida com a venda do produto ou serviço subtraída de todos os seus custos, incluindo, inclusive, o lucro normal.

Apesar de serem tipos de lucro diferentes, lucro normal e lucro econômico se referem ao retorno positivo sobre qualquer investimento.

O que é margem de lucro?

Um importante conceito que se relaciona diretamente com o tema, a margem de lucro tem como principal objetivo otimizar as vendas dos produtos e maximizar a geração de lucros da empresa. Consiste, basicamente, em formar um preço final de venda do produto que garanta uma certa quantia para a empresa se capitalizar e crescer, além de cobrir os custos.

Ela é definida como o valor — em percentual — que é adicionado aos custos do produto ou serviço oferecido pela empresa. Com a utilização da margem de lucro é formado o preço final de venda e, dessa forma, o empreendedor consegue definir o quanto a sua empresa vai lucrar com a venda desse produto ou serviço.

Para se obter a margem de lucro, são necessárias 3 “pedras fundamentais”.

O custo

O valor investido para produzir o produto ou serviço. Inclui impostos, frete, matéria prima  etc.

O preço de venda

O preço de venda é determinado por meio da análise do quanto custou a produção do produto com a análise de mercado para saber o quanto o consumidor está disposto a pagar por ele.

O lucro

O lucro é o percentual de ganhos que a empresa vai obter com a venda do produto. Como já dito neste texto, nada mais é do que o saldo positivo descontando todos os investimentos realizados para que ocorresse a venda.

Um ponto importante a ser lembrado é que cada setor tem a sua própria margem de lucro. Então, atente-se a esses detalhes e analise bem o mercado. Dessa forma, você dá um passo à frente da sua concorrência.

Como fazer o cálculo do lucro?

O cálculo do lucro, na teoria, é simplesmente a diferença entre o preço de venda e os custos de produção, correto? Então, se sua empresa vendeu um produto por R$ 1000 e gastou R$ 400 para produzi-lo, o seu lucro foi de R$ 600. Este é o chamado lucro bruto. Entretanto, essa simplicidade toda não ocorre no mundo dos negócios.

Existem diversas outras variáveis para serem envolvidas no cálculo e, se você quer realmente ter um negócio sólido e com um lucro real, o recomendado é que você as inclua no cálculo.

Para conseguir alcançar o valor real do lucro, o certo a se fazer é incluir na equação, além dos custos de produção da mercadoria, as subtrações das despesas fixas e variáveis do seu negócio.

Para que fique claro, despesas são todos os gastos que remetem à administração da empresa. Portanto, o seu uso não está associado à produção da mercadoria.

Logo, as despesas fixas são aquelas que independem das vendas mensais. Independentemente das vendas ou produção aumentarem ou diminuírem, as despesas fixas permanecem as mesmas. São caracterizadas como despesas fixas: taxas bancárias, aluguel de escritório, seguros, etc.

Já as despesas variáveis são as relativas à produção. Muita atenção aqui para não confundir com os custos da produção! As despesas variáveis, literalmente, variam conforme o aumento ou a redução das vendas ou da produção.

As despesas variáveis não podem ser caracterizadas como custo pelo fato de não serem diretamente relacionadas à produção e, por isso, são caracterizadas como despesa. Entretanto, possuem relação com a quantidade de vendas e de produção. São consideradas despesas variáveis: embalagens, comissões de venda, frete de entrega, combustível e outros.

Portanto, lembre-se de incluir essas despesas na hora de calcular o lucro do seu produto. Dessa forma, você consegue chegar a um valor de lucro mais próximo da realidade do que simplesmente subtrair a receita pelo custo de produção.

Ao abrir um negócio próprio, lembre-se sempre de que existem empresas que, mesmo vendendo produtos bastante parecidos, cobram valores diferentes. Isso acontece devido à diferença da margem de lucro e dos custos de produção.

Gostou do nosso artigo de hoje? Agora que você já sabe o que é lucro, leia também o nosso guia completo sobre o que são as franquias!

 

Comece já a poupar e, invista no negócio dos seus sonhos de forma segura e contínua.

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O que são franquias? Seu guia completo!

Atualmente, um novo modelo de negócios tem despertado a atenção dos empreendedores, especialmente aqueles que não contam com recursos financeiros próprios e desejam investir menos ao mesmo tempo em que contam com o apoio de marcas consagradas e experientes.

Neste guia, mostraremos tudo sobre o sistema de franquias: o que são franquias, o seu funcionamento, como abrir esse modelo de negócio, os tipos existentes e algumas boas opções para você escolher. Acompanhe tudo isso nos tópicos que seguem!

1. O que são franquias?

Para saber o que são franquias, considere o significado da palavra. Franquia é uma palavra que significa privilégio, isenção. Tanto é assim que se costuma usar o verbo “franquear” no sentido de “permitir”, “dar passagem”, “favorecer”.

No universo dos negócios, franquia é o nome dado a um sistema de comércio, o franchising. Trata-se de uma espécie de filial da empresa principal, de uma representante da marca que atua em outro lugar.

Podemos definir franquia também como uma estratégia de uma empresa matriz para distribuir e comercializar produtos e serviços em lugares diferentes por meio de representantes físicos (outras empresas). O nome “franquia” é usado tanto para se referir ao modelo de negócio como à pessoa jurídica que integra uma rede de franquias, ou seja, a unidade franqueada.

Lei nº 8.955/94 define franquia empresarial como:

o sistema pelo qual um franqueador cede ao franqueado o direito de uso de marca ou patente, associado ao direito de distribuição exclusiva ou semiexclusiva de produtos ou serviços. Eventualmente, também ao direito de uso de tecnologia de implantação e administração de negócio ou sistema operacional desenvolvidos ou detidos pelo franqueador, mediante remuneração direta ou indireta, sem que, no entanto, fique caracterizado vínculo empregatício”.

2. Franquia ou negócio próprio: qual o meu perfil?

Antes de optar pela franquia, o empreendedor deve ter certeza de que é isso mesmo que ele deseja. Afinal de contas, muitos empreendedores preferem abrir um negócio próprio. O perfil do empreendedor é fundamental para essa decisão. Convém comparar a franquia com um negócio próprio e visualizar as vantagens e desvantagens de cada um conforme seu próprio perfil.

Se você prefere mais autonomia em seu empreendimento, o mais recomendável é abrir um negócio próprio. Assim, você terá mais liberdade e terá total responsabilidade pelas decisões relativas sobre os tipos de produtos que serão vendidos, onde eles serão comercializados, a que preço, quem será o público-alvo e a forma de vender.

Ou seja, para abrir um negócio próprio, você terá que ter a ideia inicial e mais importante, deverá criar sua própria marca, deverá desenvolver ações de marketing para lançar o produto no mercado, deverá definir o perfil do cliente, escolher o ponto e os canais onde os produtos serão vendidos. Deverá também estar a par da legislação sobre o assunto, bem como compreender o mercado onde atua, as possibilidades e as limitações que ele oferece.

Outro aspecto a considerar é o seu conhecimento sobre o negócio que vai abrir e sua capacidade administrativa para controlar as finanças e tudo o mais que estiver relacionado à sua empresa.

Se você tem um perfil mais conservador e não está disposto a correr grandes riscos e lidar com a incerteza na construção de uma marca que pode ou não fazer sucesso, a franquia é uma boa opção. Você poderá contar com o know-how de uma marca já famosa ou de uma marca que está em fase de expansão.

Uma das características de uma franquia é que ela representa um modelo de negócio que já foi testado no mercado e já apresenta resultados mais consistentes. Ou seja, o empreendedor tende a correr menos riscos em relação ao investimento em um negócio próprio. Não se trata de risco zero, mas certamente é um modelo de negócio com riscos menores, mais moderados e, em alguns casos, previsíveis.

Contudo, para participar de uma franquia, é preciso renunciar a uma autonomia integral e respeitar um padrão predefinido pela marca franqueadora. As regras dessa empresa deverão ser seguidas e, ao mesmo tempo, ela oferecerá suporte profissional e qualificado para que o empreendedor abra seu negócio, selecione o melhor ponto de venda e de inauguração, bem como oferecerá treinamento ao empreendedor e sua equipe de trabalho.

3. Como funciona uma franquia?

Sabendo o que são franquias, você precisa compreender agora como funciona esse sistema de negócio. Veja alguns conceitos fundamentais para entender o funcionamento de uma franquia:

Franqueador

A empresa que disponibiliza a franquia, ou seja, ela possui os direitos sobre uma marca determinada, formata o modelo de negócio e cede o direito de utilização da marca a terceiros, acompanhado do conhecimento necessário para a abertura, desenvolvimento e divulgação do negócio (por tudo isso, o franqueador é remunerado pelos terceiros beneficiados).

Franqueado

Pessoa física ou jurídica que opta pelo sistema de franchising desenvolvido pelo franqueador, pagando pela concessão desse direito.

Royalty

É o valor que o franqueado paga ao franqueador periodicamente (geralmente, o royalty corresponde a uma porcentagem incidente sobre o faturamento bruto).

Taxa de franquia

Também chamada de taxa inicial ou franchise fee, é um valor único definido pelo franqueador que permite ao franqueado adotar o sistema, sendo pago na assinatura do pré-contrato ou do contrato de franquia (essa taxa também remunera a empresa franqueadora pelos serviços que já foram oferecidos ao franqueado e alguns franqueadores cobram um percentual da franchise fee todas as vezes em que o contrato é renovado).

Fundo de promoção (fundo de propaganda)

Trata-se do valor que é pago pelo franqueado e estabelecimentos próprios dos franqueadores para custear as campanhas de marketing que divulgam a marca (na maioria das vezes, o próprio franqueador administra o fundo, mas sempre coloca o franqueado a par de como o dinheiro foi gasto).

Conselho de franqueados

Grupo formado pelo franqueador e pelos franqueados com caráter consultivo e destinado especialmente à administração do fundo de propaganda.

Circular de oferta de franquia

Trata-se do documento que, conforme determina a lei, precisa ser entregue pelo franqueador ao candidato à proposta de franquia no período que antecede em até 10 dias a assinatura do pré-contrato, contrato ou pagamento de qualquer quantia.

A circular de oferta de franquia deve ser redigida com clareza e entregue por escrito. Nesse documento, devem constar todas as informações sobre a franquia, a rede de franqueados e todas as condições que o franqueado deverá seguir antes e após o contrato ser assinado.

Caso o franqueado resolva desistir do negócio, isso é permitido, ou seja, ele não precisa renovar o contrato. Mas, caso decida desistir antes do final do contrato, precisará pagar uma multa por rescisão. O ponto físico pode ser passado adiante, considerando que seja um patrimônio do franqueado.

Da mesma maneira, o franqueador pode desistir do negócio, considerando que a franquia não está dando os resultados almejados ou por não ter mais interesse no ponto.

4. Quais são as vantagens de ser um franqueado?

Ser franqueado apresenta algumas vantagens, como correr menores riscos, o que não aconteceria se tivesse que iniciar seu negócio do zero. Tendo isso em vista, o franqueado está respaldado por uma marca conhecida do público, com um status garantido e também tem todo o conhecimento da empresa franqueadora à sua disposição.

O franqueador também se favorece do negócio, pois poderá ampliar sua rede por estados, cidades e/ou bairros diferentes, conseguindo sócios que investem algum capital para abrir suas unidades de franquia.

Como o franqueado recebe conhecimento especializado do franqueador, pode se engajar no negócio com mais segurança e confiança, efetivando uma gestão mais eficaz. Esses aspectos contribuem para resultados mais satisfatórios que os conquistados em um negócio próprio. O franqueado trabalhará sempre buscando como objetivos principais a maior lucratividade e a maior rentabilidade — o ROI (retorno sobre o investimento) poderá ser mais rápido do que se pensa.

Em relação aos aspectos jurídicos, o sistema de franquias já tem maturidade suficiente na economia, contando com uma legislação que define de forma explícita as responsabilidades de ambas as partes e a não vincularidade trabalhista e fiscal entre franqueador e franqueado.

Juridicamente estabelecida, a franquia oferece a possibilidade de controlar padrões e procedimentos operacionais, identidade visual e outros detalhes que proporcionam experiências mais efetivas ao consumidor.

Com o conhecimento compartilhado, os franqueados têm a oportunidade de difundir práticas que se mostrem eficientes e lucrativas, aumentando o potencial da rede e gerando vantagens competitivas para eles.

Na verdade, é um sistema de negócio baseado no trabalho conjunto e, trabalhando em parceria, tudo se torna mais fácil, inclusive a expansão da rede (novos espaços poderão ser ocupados com mais rapidez, possibilitando fazer frente à concorrência, especialmente as empresas que não adotam sistemas de franquias). A expansão da marca acontece, portanto, com mais agilidade, mas também com mais economia.

Cada franqueado deve lembrar que o sucesso de cada unidade ajuda a marca a se fortalecer ainda mais e gera maiores possibilidades para cada um deles. Veja o resumo das vantagens específicas para o franqueado:

  • o negócio já começa contando com a credibilidade de uma marca (que pode ser muito consagrada entre os consumidores);
  • o apoio do franqueador;
  • a existência de um plano de negócio: geralmente, empreendedores com menos recursos financeiros e patrimoniais não têm tempo e habilidades suficientes para fazer a previsão de fatos político-sociais e econômicos que podem interferir no negócio. Por outro lado, com o suporte do franqueador, os riscos diminuem, principalmente os financeiros;
  • uma maior garantia de mercado: o franqueado usufrui da vantagem competitiva oferecida pelo franqueador, o qual já testou e vendeu seus produtos em larga escala, além de ter planejado a expansão e deter o conhecimento mais aprofundado de seu público-alvo (o franqueador dispõe de informações importantes sobre o processo de produção e venda, bem como conhece melhor as estratégias das marcas concorrentes);
  • o planejamento otimizado dos custos de instalação: ao oferecer projetos de arquitetura e as plantas de engenharia das edificações, o franqueador calcula e divide os custos com o franqueado (da mesma forma na hora de executar a fiscalização da obra e definir equipamentos e máquinas);
  • uma economia de escala: os gastos com marketing são rateados entre todos os franqueados, reduzindo a necessidade de investimentos mais elevados e permitindo otimizar a qualidade do trabalho publicitário. O franqueado também pode comprar com desconto na rede de compras e adquirir maquinário a preços mais acessíveis devido à quantidade;
  • a possibilidade de pesquisa e de desenvolvimento a baixos custos: os gastos com pesquisas e desenvolvimento de produtos novos e/ou com os aprimoramentos daqueles que já existem são responsabilidade do franqueador (a empresa matriz é quem testa os produtos nas unidades antes de lançá-los);
  • mais independência jurídica e financeira: apesar de o franqueado ter que se submeter às condições definidas pelo franqueador, ele terá sua própria razão social, configurando assim uma pessoa jurídica distinta (nesse caso, as operações financeiras dessa empresa serão de responsabilidade única e exclusiva dela).

 

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5. Como abrir uma franquia?

Veremos agora como abrir uma franquia com segurança e com tudo legalizado. Primeiramente, é importante fazer o cadastro, preenchendo uma ficha específica (geralmente, é possível fazer isso pela internet).

Por meio dessa ficha, o franqueador poderá analisar o perfil do franqueado. Quanto mais perguntas forem respondidas e quanto mais questões forem esclarecidas é melhor para ambas as partes (o franqueado não corre o risco, por exemplo, de entrar em um negócio ao qual não se ajusta).

Caso a empresa franqueadora aprove a ficha, ela convocará o candidato para uma reunião. Nesse encontro, o candidato receberá a COF (circular de oferta de franquia), que registra todas as informações relevantes sobre a franquia, contendo ainda a minuta do contrato.

A COF contém:

  • os valores que deverão ser pagos, como a taxa de franquia, os royalties e os custos com propaganda;
  • o tipo de suporte ofertado e como é o treinamento;
  • a existência ou não de pendências judiciais;
  • se o franqueado tem a obrigação de comprar apenas dos fornecedores indicados pela rede;
  • os nomes, os endereços e os telefones dos franqueados e ex-franqueados do último ano;

Nesse encontro, é importante que o franqueado pergunte ao franqueador:

  • se ele dispõe de um manual para tirar dúvidas;o período de duração do treinamento e o assunto que é tratado nele;
  • se o negócio é afetado pela sazonalidade e o que deve ser feito nesses períodos de movimento escasso;
  • a quantidade de franquias que ele pretende vender ao longo do ano;
  • de que forma a empresa pretende crescer respeitando a sustentabilidade;
  • qual é a estrutura de fornecimento dos produtos e o suporte dado.

Como já é sabido, na circular de oferta de franquia estão registrados os contatos da rede. O candidato deve aproveitar para fazer uma visita a essas unidades e conhecer os franqueados. Comporte-se como se fosse um cliente e fique atento ao atendimento prestado e à opinião dos consumidores.

A legislação oferece um prazo mínimo de 10 dias para que o candidato considere a circular de oferta de franquia. Antes de terminar esse prazo, o candidato não deve pagar nada ao franqueador.

O candidato deve conversar com os outros franqueados (no mínimo, três deles) para ter informações mais precisas das operações de rotina e do relacionamento que o franqueador mantém com eles. Nesse sentido, ele pode perguntar qual o valor efetivo do capital de giro necessário, se o suporte dado pelo franqueador é satisfatório, se os fornecedores são bons e entregam no prazo, qual é o faturamento do ponto e outros detalhes importantes.

É fundamental ler cuidadosamente a minuta do contrato a fim de saber se a relação com o franqueador será realmente positiva. Na maior parte das vezes, as cláusulas seguem um padrão e não existe muita margem para alterações.

Mesmo assim, talvez seja possível combinar alguns aspectos do contrato, como um desconto sobre a taxa inicial ou sobre o valor dos royalties. Também poderá amenizar as multas por invasão territorial. A taxa de franquia é paga no momento em que o contrato ou pré-contrato é assinado.

Depois de assinar o documento de adesão, o franqueado recebe um cronograma explicando o que precisará ser feito. Nesse cronograma, estarão registrados, por exemplo, os prazos para abrir a empresa, reformar o ponto se for necessário, contratar os funcionários e implantar o sistema. Esse processo consome aproximadamente entre 90 a 120 dias.

O franqueado precisa ficar ciente de qual será sua responsabilidade com a marca, como será realizado o fornecimento dos produtos, de que modo pode ser feita a rescisão de contrato e outros aspectos relevantes.

A escolha do ponto comercial também é outro aspecto de fundamental importância para abrir uma franquia. Provavelmente, será necessário realizar algumas adaptações no imóvel para que ele corresponda aos objetivos do negócio. O ponto pode ser tanto próprio como alugado. Caso o franqueado já disponha de um imóvel para estabelecer sua unidade franqueada, melhor ainda, pois significa que ele terá menos custos.

O ponto precisa estar localizado, preferencialmente, em uma região com boa movimentação de pessoas e veículos. Em alguns casos, o franqueador ajuda o franqueado a escolher o melhor ponto. Vale ressaltar que é necessário informar-se na prefeitura se a região escolhida permite a abertura de ponto comercial (caso contrário, não será possível conseguir o alvará de funcionamento).

Se o imóvel for alugado, é recomendado fazer um contrato de locação de, no mínimo, 5 anos, considerando que a maior parte dos contratos de franquia se estende por esse prazo.

Antes da inauguração, o franqueado e sua equipe de funcionários terão que passar pelo treinamento, de modo que seja possível conduzir o negócio de acordo com as regras e o manual de operações do franqueador.

Por fim, o dia da inauguração é especial. A partir dela, o franqueado deve engajar-se ao máximo com seu negócio a fim de que ele ofereça boa rentabilidade e mantenha-se muito tempo no mercado. E lembre-se de procurar orientações e suporte do franqueador sempre que for necessário.

6. Tipos de franquia

Além de saber o que são franquias, é importante conhecer os diferentes tipos que existem.

A franquia individual

O primeiro tipo é a franquia individual, em que não há a possibilidade de divisão de espaço com outras franquias. Nesse caso, o franqueado é exclusivo de uma determinada marca franqueadora. O ponto para estabelecer o negócio é definido a partir de critérios que consideram o potencial do ponto para recebê-lo.

A franquia unitária

A franquia unitária é outro tipo de franquia e caracteriza-se por ser situada em um lugar preestabelecido. Nela, franqueado goza de livre poder de atuação exclusiva. Inclusive, é possível desenvolver outras franquias unitárias, desde que existam recursos financeiros e desempenho suficiente que justifiquem e permitam essa ação.

A franquia shop in shop

A franquia shop in shop é aquela na qual um estabelecimento comercial pretende dividir espaço com uma franquia de segmento diferente. Nesse caso, o franqueado não precisa encontrar um ponto, pois ele já existe. A finalidade desse tipo de franquia é permitir a alavancagem de um negócio que já existe, possibilitando ao empreendedor gozar de outra fonte de renda.

A franquia master

A franquia master representa a possibilidade de terceirizar ou implementar outros pontos de franquia em uma determinada zona. Nesse caso, o franqueado tem direito a um percentual dos royalties e da taxa de franquia. O franqueador recebe pela operação da franquia e pelas comissões de todas as outras da região.

A franquia mista

A franquia mista é o tipo que comercializa tanto produtos como serviços. O franqueador é um fornecedor enquanto o franqueado distribui os produtos e os serviços.

A franquia de distribuição

Na franquia de distribuição, os royalties não são cobrados, nem é cobrada a taxa inicial da franquia. Assim, o franqueado remunera o franqueador vendendo seus produtos/serviços.

7. Veja algumas opções de franquias

Agora, vamos listar algumas opções de franquias. Esta seleção foi adotada pelo Portal do Franchising, considerando as seguintes categorias em ordem alfabética:

  • acessórios pessoais e calçados;
  • alimentação;
  • bares, restaurantes e pizzarias;
  • bebidas, cafés, doces e salgados;
  • beleza, saúde e produtos naturais;
  • comunicação, informática e eletrônicos;
  • construção e imobiliárias;
  • cosméticos e perfumaria;
  • educação e treinamento;
  • escolas de idiomas;
  • fotografia, gráficas e sinalização;
  • hotelaria e turismo;
  • limpeza e conservação;
  • livrarias e papelarias;
  • móveis, decoração e presentes;
  • negócios, serviços e conveniência;
  • serviços automotivos;
  • vestuário.

Apesar de não constar nesta lista, existem franquias de óticas e joalherias, bem como de farmácias.

Depois de compreender o que são franquias, as suas vantagens e as suas limitações, cabe a você decidir se prefere optar por esse sistema ou prefere abrir um negócio próprio. Cabe também a você decidir que tipo de franquia acha mais vantajoso e em que segmento prefere atuar.

As franquias são boas alternativas para o empreendedor que está começando e tem pouco capital de giro disponível, bem como para aquele que deseja mudar de carreira. Mas é fundamental estudar bem antes de escolher qual opção será melhor. Pesquise franqueadores diversos, fale com franqueados, analise seu próprio perfil e só então decida!

O que achou do post? Sente-se mais esclarecido sobre o assunto? Deseja adquirir uma franquia? Qual o ramo que mais atrai seu interesse? Deixe sua opinião ou dúvida no espaço abaixo!

 

Independência financeira: 6 passos para conquistar a sua!

Muitos trabalham por extensos períodos e no final do mês surge uma surpresa bem desagradável: o dinheiro não cobrirá todos os compromissos. E, essa dificuldade em manter a saúde financeira, que atinge boa parte da população brasileira, desequilibra o orçamento familiar e afeta a vida profissional também.

Contudo, é possível reverter essa situação a seu favor. Afinal, para manter as contas no azul, basta ter disciplina e, claro, muita organização. Inicialmente, parece uma tarefa difícil; entretanto, com alguns métodos, deixar o saldo positivo pode ser mais simples do que parece.

Gostaria de saber como conquistar a sua independência financeira, fechar o mês tranquilamente e com chances de criar uma poupança expressiva?  Confira, então, 6 superdicas para garantir um padrão de vida invejável!

1. Registre a movimentação financeira

Colocar cada detalhe no papel e anotar toda a movimentação do dinheiro é o primeiro passar para conseguir a autonomia financeira. O mais recomendado, nesse quesito, é registrar tanto as despesas quanto as receitas. Faça uma planilha completa e especifique tudo.

Em relação às despesas, não se esqueça de discriminar o tipo de gasto. Vale desde uma simples compra no mercado, até mesmo o pagamento do aluguel. O intuito, aqui, é ter pleno conhecimento da utilização da verba e, principalmente no que está sendo gasto o seu dinheiro.

São estratégias para entender melhor o fluxo financeiro e fazer os devidos ajustes para eliminar gastos desnecessários. Portanto, tenha o planejamento e a organização como prioridade, o que tornará todo o processo mais transparente e fácil de você acompanhar.

2. Estabeleça metas e planos

Outro aspecto que vai ajudar a economizar algum dinheiro para utilizar com aquilo que você realmente ama é estabelecer metas — tanto a curto, quanto a médio e longo prazo.

Não existe uma regra aqui. O importante é definir bem os seus propósitos para os próximos anos — seja fazer uma viagem para o exterior, seja abrir o seu próprio negócio, tornando-se um empreendedor. Ao determiná-las, saberá que cada sacrifício feito é em prol de um objetivo maior.

No entanto, não é só isso. É preciso também pensar em estratégias capazes de viabilizar as suas metas. Afinal, de nada adianta ter os objetivos bem definidos sem ter uma atitude para torná-los reais, não é mesmo?

A implementação dessas ações vai proporcionar mais motivação para se programar financeiramente. E, logo você perceberá que o seu desejo pode, sim, ser realizado. Sabe aquele sonho que já foi adiado diversas vezes devido a falta de recursos? Pois então, você pode, enfim conseguir colocá-lo em prática.

3. Evite empréstimos

Com o intuito de quitar as contas de uma vez, as pessoas pensam que a solução é realizar outras dívidas. Nesse caso, elas esquecem de analisar as taxas cobradas pelo banco, que normalmente são astronômicas. Ou seja, fuja dos empréstimos.

Se você está endividado, que tal tentar renegociar o valor juntamente ao credor? Empréstimos, em geral, não compensam porque você estará apenas mudando a dívida de lugar. E, ainda com o risco de pagar juros altos.

Renegocie a dívida com parcelas que, de fato, cabem no seu orçamento. Afinal, de nada adianta fazer um compromisso que você não conseguirá honrar.

Vale ressaltar que o empréstimo, muitas vezes, é o principal motivo pelo qual a situação financeira de qualquer indivíduo transforma-se numa bola de neve. Quando  a pessoa percebe, o dinheiro está sendo utilizado simplesmente para pagar multas e juros e a dívida original continua lá.

4. Extermine os cartões de crédito

Claro que se usado corretamente, o cartão de crédito pode ser um grande aliado, visto que o portador tem alguns dias para pagar a conta — isso sem falar na questão da possibilidade de parcelamento.

Mas, quando não há um controle rígido, o uso incorreto dos cartões torna-se no vilão que impede o sonho da estabilidade financeira.

Outro ponto desvantajoso do cartão é que ele pode estimular a pessoa a fazer dívidas, muitas vezes, desnecessárias. O motivo é simples: o dinheiro não está saindo do bolso naquele momento. Porém, quando a fatura chega, a pessoa percebe o estrago feito.

O mais recomendado, nesse contexto, é optar por compras no débito ou à vista. Ainda mais quando a empresa disponibiliza descontos. Deve-se desenvolver essa prática para evitar problemas futuros. Ou seja, se não tem dinheiro, não compra.

5. Adote um estilo de vida equilibrado

Pessoas endividadas, em geral, tentam manter um padrão de vida muito acima do permitido. Em outras palavras, elas vão em restaurantes caros, compram o celular da moda, adquirem roupas para ostentar grifes famosas e andam em automóveis luxuosos.

Entretanto, para manter esse estilo é preciso despender um valor elevado. Contudo, nem sempre o indivíduo tem um salário condizente com a vida que gosta de ostentar.

Talvez seja necessário refletir mais sobre isso, superar o consumismo exacerbado, evitar endividar-se e viver com simplicidade; porém, mais feliz.

O mal da sociedade contemporânea é pensar que a felicidade está nas coisas. De nada adianta usar objetos caros sabendo que não terá dinheiro para pagá-los. Por isso, não caia nesse erro. Saiba administrar bem os seus recursos com sabedoria e equilíbrio.

6. Reserve uma quantia da sua remuneração

Quando alguém quer emagrecer, qual é a atitude mais adequada? Além de malhar e ter uma alimentação balanceada, o ideal é que a quantidade de calorias queimadas no dia a dia seja maior do que as ingeridas, certo?

O raciocínio é o mesmo no mundo das finanças. Para conquistar a tão desejada independência financeira é fundamental gastar menos do que o valor recebido mensalmente. Não tem erro nesse cálculo. Pense nisso!

Faça um planejamento estruturado e certifique-se de guardar uma porcentagem do seu salário. Como já dizia o ditado, de grão em grão, a galinha enche o papo. Isso significa que, em questão de tempo, você conseguirá poupar um montante expressivo.

A conquista da independência financeira acontece por meio de um processo gradual. Não basta, por exemplo, manter as contas em dia e não se programar para poupar recursos. Assim, é preciso seguir à risca todos as etapas, pois cada aspecto está diretamente ligado com o sucesso dessa missão.

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Onde investir o FGTS? Veja 3 opções!

O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) é um valor acumulado pelos trabalhadores formais ao longo de suas carreiras. Enquanto há um contrato de trabalho, o empregador é obrigado a depositar 8% do valor do salário, mensalmente, para a formação do FGTS − que antes do trabalhador se aposentar, poderá ser sacado em situações especificas.

Muitos têm dúvidas sobre onde investir o FGTS, afinal, geralmente é um valor considerável. Então, é importante acompanhar mensalmente os seus rendimentos, estar atento às regras para utilização e, claro, fazer planos para investir seu dinheiro da melhor forma possível.

Neste post, você vai entender melhor o que é o FGTS, em quais situações você poderá sacá-lo e também dicas sobre os melhores tipos de investimentos para você multiplicar seus ganhos. Confira!

O que é o FGTS e como usá-lo?

O FGTS foi criado pelo Governo Federal com o intuito de proteger o trabalhador formal de demissões sem justa causa. Todos os meses, o empregador é obrigado a depositar na conta do Fundo de Garantia de cada trabalhador o que corresponde a 8% do seu salário.

Ou seja, todos os trabalhadores registrados pela CLT têm direito a esse benefício, que pode ser solicitado em situações específicas. A primeira condição para você sacar o FGTS é ter sido demitido sem justa causa. O término de contrato por prazo determinado também possibilita a retirada do valor.

Há outras condições que permitem o saque do FGTS:

  • rescisão de contrato por conta de extinção da empresa;
  • aposentadoria;
  • necessidades pessoais decorrentes de situações de risco causadas por desastres naturais;
  • falecimento do trabalhador;
  • idade igual ou superior a 70 anos;
  • trabalhador ou dependente portador de HIV ou neoplasia maligna;
  • estágio terminal caracterizado por doença ou afastamento do trabalhador por 3 anos consecutivos fora do regime CLT.

Além do mais, o Governo Federal autorizou, neste ano, o saque do FGTS referente às contas inativas. Uma medida inédita para promover o aquecimento da economia e que deu ao trabalhador a chance de usar o dinheiro para a aquisição de bens ou mesmo apostar em investimentos.

Onde investir o FGTS?

Tudo vai depender do seu perfil, pois existem diversas possibilidades de investimentos que vão fazer o seu dinheiro do FGTS render. Comece analisando quais são os seus objetivos, se poderão ser cumpridos a curto ou longo prazo e também qual será o tipo de rendimento que você quer ter.

Por exemplo, há quem se preocupe em ter uma aposentadoria tranquila, não contando apenas com o INSS. Por isso, desde cedo aposta também nas previdências privadas, que funcionam como um complemento para a renda do trabalhador. Esse é um exemplo perfeito para quem pensa a longo e médio prazo.

No entanto, há também quem prefira fazer planos que poderão ser realizados a curto e médio prazo e que precisam do dinheiro mais rapidamente. Situações como troca de imóveis ou veículos, por exemplo, nem sempre podem esperar por um longo tempo. Levando tudo isso em consideração, é preciso que você determine quais são seus planos antes de pensar em investir o dinheiro.

 

 

1. Aplicações

Hoje, o mercado oferece uma série de investimentos compatíveis com diversos tipos de rendas. O CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um título de renda fixa que, desde o início, informará exatamente o quanto você irá receber como rendimentos. Já o Tesouro Direto são títulos públicos que oferecem a garantia de que o próprio Governo Federal pagará seus juros ao final de um contrato pré-determinado.

Essas duas opções são compatíveis para quem tem planos para médio e longo prazo, além de oferecer um alto nível de segurança quanto ao retorno do seu dinheiro. Há outros tipos de investimentos mais arriscados, mas que também oferecem melhor rentabilidade, como ações na bolsa de valores.

Mesmo para investidores com pouca experiência, eles se tornam boas alternativas, assim como os fundos de investimentos. Afinal, existirá um time de especialistas administrando o seu dinheiro. Lembre-se de que tudo oferece vantagens e desvantagens. Por isso, a principal dica a ser seguida é definir quais são os planos a partir dos investimentos.

2. Casa própria

Uma alternativa muito comum usada para quem tem acesso ao dinheiro do FGTS é a aquisição de um imóvel. Caso seja o seu primeiro imóvel, é importante estar atento às regras estipuladas pela Caixa Econômica Federal quanto ao uso do crédito, pois uma delas diz que será preciso residir no imóvel financiado, por exemplo.

O FGTS poderá ser disponibilizado tanto para a compra de uma casa, quanto para uma reforma, com a opção de ser parte do pagamento ou o valor total. Para essa finalidade, a Caixa facilita a liberação do valor, pois basta que o trabalhador vá até uma agência com a documentação necessária.

Lembrando também que, caso você já tenha um imóvel quitado, uma alternativa interessante é financiar um melhor e fazer da primeira opção uma fonte de rendas através de alugueis. Esse, aliás, é um dos tipos de investimento preferidos entre os brasileiros, pela segurança e facilidade que proporciona.

3. Novo empreendimento

Uma matéria sobre investimentos não poderia deixar de citar os benefícios de se ter um negócio próprio. Apostar no empreendedorismo continua valendo a pena, especialmente se você focar no crescimento da empresa a médio e longo prazo.

A abertura de franquias se enquadra nessa categoria e, por ser um negócio consolidado, é o modelo perfeito para o novo empresário. Entre as vantagens oferecidas pelas franquias estão assistência e suporte especializado ao franqueado, modelo de negócios e plano de expansão já definidos e, normalmente, uma marca já consagrada.

Ou seja, já existe um time por trás da rede de franquias cuidando do planejamento diário do negócio. Com isso, sua função como franqueado será a de se inteirar dos valores da empresa, aprender com os treinamentos oferecidos e estar 100% presente em todas as etapas da implantação do projeto, como avaliação de custos e até mesmo no dia a dia da empresa.

Ficou interessado em alguma dessas dicas sobre onde investir o FGTS? Aproveite para entrar em contato com a Jumper, pois temos uma ótima solução de investimento para você!