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Everton Sabú
Fundador

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Histórias inspiradoras: conheça Romero Rodrigues, o dono do Buscapé

Empreender é um grande desafio. Por isso, conhecer histórias inspiradoras pode ajudar bastante na parte motivacional. Afinal, nada melhor do que ver que outras pessoas obtiveram sucesso para dar aquela “injeção de ânimo”.

Sendo assim, vamos falar sobre a trajetória de Romero Rodrigues à frente da primeira startup brasileira, o site Buscapé. Você vai ver como ideias simples e trabalho duro transformaram um estudante de engenharia civil em um dos empresários mais bem-sucedidos do país. Confira!

Entenda quem é Romero Rodrigues

Vamos começar nosso post contando um pouco da trajetória de Romero. Acompanhe.

Trajetória acadêmica

Nascido em São Paulo em 1º de outubro de 1977, Romero entrou para a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) aos 18 anos de idade. Durante o período de graduação, ele participou de 3 projetos de destaque como estagiário do laboratório de pesquisa:

  • Internet 2 no Brasil (RMAV);
  • banco de dados;
  • segurança e monitoramento de desempenho de links.

Ainda no tempo da faculdade, conheceu seus futuros sócios no Buscapé: Ronaldo Takahashi e Rodrigo Borges.

Trajetória profissional

O Buscapé foi fundado por Romero, Ronaldo e Rodrigo no ano de 1999, uma época em que a internet ainda caminhava lentamente no Brasil. Em poucos anos a empresa cresceu e ganhou destaque no mercado.

Até que em 2005, com a entrada de um novo sócio investidor, a empresa adquire seu maior concorrente e dá início à expansão internacional da marca. Por fim, em 2009, o negócio foi vendido para uma empresa sul-africana.

Romero permaneceu como CEO do Buscapé até 2015, quando se tornou sócio de um fundo de investimento americano. Atualmente, ele investe em startups e ainda integra o time de conselheiros da Endeavor. Vamos detalhar essa trajetória nos tópicos a seguir.

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Conheça a história do Buscapé

Vamos começar a detalhar a trajetória vitoriosa de Romero Rodrigues em seu primeiro empreendimento de sucesso: o Buscapé. Confira!

A ideia

Tudo começou quando Rodrigo Borges procurava pelas informações de uma impressora na internet. Depois de realizar várias buscas, o grupo de amigos formado por ele, Romero e Ronaldo percebeu que não havia um lugar onde essas informações fossem disponibilizadas para a população. Afinal, o marketing digital praticamente não existia naquela época.

Foi então que surgiu a ideia de criar um site no qual as pessoas pudessem ver informações sobre as especificações e preços de produtos em diversos pontos de vendas. Dessa forma, elas poderiam comparar os preços dos produtos online.

Para começar, cada um dos sócios investiu um valor mensal de R$ 100 para cobrir os custos com hospedagem e com a criação do sistema e layout. Além disso, foi preciso um investimento de R$ 4.800 na compra de 3 computadores.

Então, foi criado um sistema que compilava e comparava os dados. Em paralelo, os sócios faziam contato com as empresas para a divulgação da ferramenta e para incentivá-las a utilizá-la. Dessa forma, eles conseguiram importantes parcerias e o negócio começou a crescer e evoluir, sendo considerado a primeira startup brasileira.

O crescimento

A partir de 2001, a empresa começou a gerar seus primeiros resultados expressivos. Foi nesse momento que os grandes varejistas começaram a pagar para serem destacados nos resultados das buscas.

Uma história interessante desse período aconteceu quando uma empresa ameaçou processar o Buscapé caso ela aparecesse entre os resultados de busca. Os sócios, então, decidiram tirar o site do ar. No dia seguinte, a mesma empresa os ameaçou novamente, mas, dessa vez, caso ela não aparecesse nos resultados. Foi aí que eles perceberam a proporção que o negócio havia tomado.

Em dezembro de 2005, eles receberam um novo investimento do fundo Great Hill Partners, que se tornou um importante sócio do negócio. Com isso, eles conseguiram comprar o Bondfaro, seu principal concorrente, tornando-se o maior site de comparação de preços da América Latina.

A venda para a Naspers

O crescimento da empresa se tornou exponencial. Em pouco tempo ela se internacionalizou e abriu escritórios no México, na Argentina, no Chile e na Colômbia. Pouco tempo depois, eles chamaram a atenção de um grande conglomerado de mídia da África do Sul. Em 2009, a Naspers Limited comprou 91% da empresa, pagando US$ 342 milhões.

Apesar da venda, Romero continuou como CEO do Buscapé até 2015. Porém, diante de uma nova oportunidade, ele resolveu que era hora de alçar novos voos e mudar de carreira. Ele se tornou sócio do fundo de investimento Redpoint e passou a se dedicar a encontrar startups promissoras para investir e aconselhar.

Veja como a venda do Buscapé mudou a trajetória da carreira de Romero Rodrigues

Entre as diversas histórias inspiradoras que vemos no mundo dos negócios, a de Romero Rodrigues se destaca por um ponto bem específico. Ele começou na internet em uma época em que sequer os e-mails corporativos eram largamente utilizados. Ou seja, ele foi pioneiro juntamente com seus sócios.

E foi uma carreira muito bem-sucedida. Imagine que eles transformaram um investimento inicial de 3 computadores e R$ 100 por mês em uma empresa de US$ 342 milhões. É um grande feito. Deixar tudo isso para trás para tomar novos rumos não era algo que se esperasse à época. Mas foi o que ele fez.

Naturalmente, jovens empresários e estudantes procuravam por ele pedindo dicas e orientações. Ele era frequentemente convidado a dar palestras sobre seu sucesso como empreendedor. Foi então que resolveu seguir esse caminho de vez.

Atualmente, por meio do Redpoint, ele ajuda diversas startups a crescer e se firmar no mercado. Além da ajuda financeira, ele também auxilia de forma consultiva, agregando toda a sua experiência aos novos negócios.

Aprenda com histórias inspiradoras como a de Romero Rodrigues

Histórias como a de Romero Rodrigues nos ajudam a perceber uma série de pontos importantes. É essencial conhecer essas trajetórias para aprender com os erros e acertos dos outros. Isso evita retrabalho e ajuda a ajustar as expectativas.

Como vimos, o Buscapé levou cerca de 2 anos para começar a apresentar resultados expressivos. E, durante esse período, teve muito trabalho duro, muita mão na massa. Ou seja, é preciso ter paciência e persistência para colher os frutos.

Outro ponto de destaque é que eles não tiveram medo de empreender, mesmo em um cenário que não parecia tão favorável. Eles enxergaram uma oportunidade e a fizeram acontecer.

Por fim, a trajetória de Romero Rodrigues nos ensina que, quando fazemos algo com paixão e dedicação, o sucesso acontece de tal forma que transcende o empreendedorismo, fazendo com que um jovem empresário se torne um grande investidor e mentor de novos empreendimentos.

Histórias inspiradoras como esta nos ajudam a ter esperança e boas perspectivas no mundo dos negócios. É importante buscar algumas que se assemelhem ao ramo em que você pretende atuar. Por isso, aproveite para conhecer a história do Ex-office boy que hoje fatura R$ 3 milhões com uma rede de escolas.

Histórias inspiradoras: Antônio Luiz Seabra — fundador da Natura

A inspiração é um excelente combustível para a ação. Por isso, conhecer histórias inspiradoras é, sem dúvida, uma atitude bastante positiva para desconstruir paradigmas e estimular novas metas.

Neste post, você vai conhecer um pouco mais sobre a trajetória de sucesso de Antônio Luiz Seabra, a mente por trás da Natura, uma das maiores (e mais lucrativas) empresas do país. Preparado? Vamos em frente e boa leitura!

Antônio Luiz Seabra: a trajetória profissional do fundador da Natura

Há um denominador comum na maioria das histórias profissionais de sucesso: o trabalho árduo. Até que um empreendedor seja reconhecido e admirado por sua ideia, é certo que tenha empregado grandes esforços para viabilizar seu sonho.

Com Antônio Luiz Seabra, hoje listado entre os bilionários da Forbes (uma renomada revista americana), não foi diferente. Sua trajetória de trabalho começou cedo e foi repleta de desafios, superações e, é claro, muito empenho!

Já aos 15 anos, Seabra começou a trabalhar na mesma empresa do pai, como calculista de custos indiretos. Mais tarde, identificando afinidade com a área, escolheu a faculdade de Economia.

Logo após concluir sua graduação, conquistou uma vaga de trainee na Remington Rand, empresa multinacional que atuava na fabricação de computadores. Quando deixou o emprego, oito anos depois e com a intenção de migrar para a área de cosméticos, já era superintendente da operação.

Foi, portanto, nessa nova oportunidade profissional que Seabra teve a ideia embrionária da Natura. Ao gerenciar a operação do laboratório, Antônio teve contato com novas expertises e formulou um esboço conciso do que viria a ser, mais tarde, uma das marcas mais valiosas do Brasil.

Aos 27 anos, juntamente ao sócio Jean Pierre Berjeaout, Seabra fundou a Indústria e Comércio de Cosméticos Berjeaout Ltda. A adoção da palavra “Natura” foi feita poucos meses depois, quando a utilização de ativos vegetais foi definida como uma das estratégias do produto.

Começava, então, a história de uma empresa inovadora, ousada e, acima de tudo, muito bem gerida. O resultado dessa combinação pode ser visto no mercado até hoje, dia após dia, em números cada vez mais positivos.

Os principais sucessos de Seabra

Como já mencionamos, o sucesso é o produto de uma série de ações integradas. Não basta, por exemplo, conceber uma ideia e jamais colocá-la em prática. Da mesma forma, é inviável operacionalizar um negócio sem pensar em sua estratégia de mercado.

Não seria equivocado dizer, portanto, que um dos méritos de Seabra está justamente na sua capacidade de aliar competências e expertises, adicionando a elas boas doses de confiança, comprometimento e trabalho duro.

Em sua trajetória empreendedora à frente da Natura, uma convicção esteve sempre muito presente na gestão de Antônio: entender, de fato, a percepção de beleza e os desejos relacionados a esse ideal. De acordo com ele, o contato com o público foi fundamental para endereçar as demandas sociais e, assim, desenvolver estratégias capazes de prosperar.

O empresário inclusive declarou, em diversas entrevistas que concedeu, que o uso de produtos cosméticos nunca foi uma questão puramente estética; tratando-se, ao contrário, de um hábito cotidiano que resgata sentimentos ligados à autoestima, à satisfação pessoal e ao bem-estar.

Com uma visão ampla, centrada no consumidor, e uma proposta de valor diferenciada, optando por insumos naturais, a Natura desenvolveu seu modelo de negócios e intensificou sua abrangência.

As inovações, por outro lado, sempre foram uma característica da empresa. Seabra apostou, de início, no modelo de vendas diretas, recrutando pessoas comuns e transformando-as em consultoras de beleza para compor sua estratégia de penetração e propagação de marca.

Outro feito foi quando, ainda em 2007, a marca foi a primeira a oferecer refis de cosméticos no Brasil. Além disso, em função de sua preocupação com a sustentabilidade, foi pioneira em optar por produtos de carbono neutro — reduzindo e compensando a emissão de gases causadores do efeito estufa.

Já em 2015, a Natura foi contemplada com o prêmio Champions of the Earth, promovido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), na categoria “Visão Empreendedora”, em reconhecimento aos seus esforços para destacar a sustentabilidade na condução dos negócios.

Muito embora não haja receita pronta para o sucesso, é inquestionável que a Natura, sob o comando de Seabra, trilhou um caminho próspero e de intensa ascensão. A combinação consistente de um modelo de negócios coeso com estratégias diferenciadas de produtos contribuiu para dar gás à operação.

Hoje, a empresa extrapolou as fronteiras brasileiras e mantém atividades também na Argentina, Colômbia, México, Peru, Venezuela e França — organizando, ainda, sua entrada no mercado norte-americano.

São cerca de 7.000 funcionários engajados nos processos internos e mais de um milhão e meio de consultores independentes. A grandeza da operação justifica o valor de mercado da marca: estima-se que a Natura valha, hoje, algo em torno de U$ 3,15 bilhões e lidera o ranking das mais valiosas da América Latina, de acordo com a Interbrand.

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As maiores lições do empreendedor (e como aproveitá-la no seu negócio)

Como tivemos a oportunidade de conhecer, a trajetória profissional de Seabra foi marcada por muito trabalho, desafios e oportunidades. Antônio soube identificar e endereçar as demandas de mercado e, assim, criar produtos pertinentes aos desejos de consumo para a área de cosméticos.

Diante disso, é comum que outros empreendedores se questionem: “como posso me valer da experiência de Seabra para alavancar o meu próprio negócio?”. Veja algumas das principais lições do fundador da Natura e considere aplica-las sob a ótica da sua operação!

Amplie sua visão de negócios

As primeiras experiências de trabalho de Seabra (na área financeira ou na multinacional de tecnologia) não foram propriamente determinantes para seu desejo de empreender na área cosmética. Ainda assim, sua bagagem profissional foi enriquecida a cada contato com variados setores — e isso pode ser importante para construir uma visão ampla e coerente do mercado.

Encontre (e fortaleça) diferenciais competitivos

Ainda que não tenha sido a concepção inicial da Natura, o uso de ativos vegetais foi o que, de fato, proporcionou à marca um diferencial robusto. Por isso, certifique-se de construir, fortalecer e divulgar aquilo que destaca o seu negócio (produto ou serviço) dos demais concorrentes.

Aposte no seu modelo de negócios

A Natura apostou nas vendas diretas para alavancar sua abrangência e expandir sua operação. Atualmente, é possível perceber que a estratégia foi bastante acertada e proporcionou ganhos expressivos para a empresa. Vale a pena, portanto, revisar a estrutura do negócio e ajustar o que for passível de melhorias.

Antônio Luiz Seabra tem uma dessas histórias inspiradoras que costumam revigorar as energias do empreendedorismo. Aproveite as dicas e prepare-se para realizar seus sonhos — um por vez, todos os dias. Boa sorte!

O conteúdo despertou seu interesse e você deseja conhecer histórias semelhantes? Veja a trajetória de Paulo Lemann, um dos principais empreendedores brasileiros.

Histórias inspiradoras: Conheça Abílio Diniz, dono do Grupo Pão de Açúcar

Um negócio familiar que cresceu, está presente nas grandes cidades e é uma marca pela qual muitas pessoas têm um grande carinho. Esse é o Pão de Açúcar, que representa uma das grandes histórias inspiradoras de empreendedores brasileiros. Por isso, o foco é Abílio Diniz, um empresário de sucesso que tem muito a ensinar.

Atualmente, ele é considerado o empreendedor mais notável do varejo brasileiro. Além de ter dado continuidade ao legado de sua família com o supermercado Pão de Açúcar, ele também criou um grupo de sucesso e multibilionário, que conta com empresas como Extra, Assaí e Ponto Frio.

Para entender melhor como Abílio Diniz chegou a esse patamar, vamos contar a história dele. Afinal, como ele gosta de dizer, “o bom líder é aquele que inspira e motiva seus liderados”. Então, que tal se inspirar na trajetória desse grande empreendedor? Acompanhe!

A história inspiradora de Abílio Diniz

Abílio dos Santos Diniz é o primeiro filho da família e tem mais 5 irmãos. Nasceu em 1936 e estudou no colégio Anglo-Latino. Apesar de já ter uma boa vida familiar, sofreu bullying na época por ser baixinho, tímido e gordinho.

Com uma base católica por parte de pai e mãe, começou a treinar artes marciais para se proteger e desenvolver a autoconfiança. No entanto, acabou ganhando a fama de “brigão” por ter um temperamento explosivo, o qual foi amenizado com o tempo.

Começou a trabalhar com seu pai aos 12 anos. Ambos começaram a então Doceria Pão de Açúcar, inaugurada em 1948. Pela paixão aos negócios a que foi incentivado, Abílio Diniz se formou em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 1956.

Nessa época, pensou em trabalhar em uma multinacional ou ir para os Estados Unidos fazer uma pós-graduação. Ele chegou a se candidatar para a Universidade de Michigan, mas desistiu diante de uma oferta do pai: abrir um supermercado. Esse foi o momento da guinada e de sua entrada definitiva no ambiente corporativo.

Seu início no mundo empresarial

Ao rever sua ida para os Estados Unidos, Abílio Diniz assumiu um cargo executivo na nova empresa do pai. Ele começou a implementar a ideia do primeiro supermercado Pão de Açúcar, que foi inaugurado em 1959, perto de onde funcionava a doceria aberta anteriormente.

Paralelamente a essa iniciativa, o empresário se apaixonou pelos esportes, que se tornaram uma maneira de aliviar a pressão do dia a dia e encontrar o equilíbrio. Ele já se exercitava desde os 11 anos e a disciplina esportiva contribuiu para seu desenvolvimento profissional, como ele sempre gosta de destacar.

Logo no ano seguinte, em 1960, Abílio Diniz se casou com Auri, com quem teve 4 filhos: Ana Maria, João Paulo, Pedro Paulo e Adriana. Com o apoio da família, ele conseguiu abrir o segundo Pão de Açúcar em 1963 e comprou a rede Sirva-se em 1965.

Em 1968, o Grupo Pão de Açúcar já tinha 40 unidades e contava com mais de 1.600 colaboradores. Em outras palavras, o supermercado, que havia começado pequeno, aos poucos se tornava o maior varejista da América Latina.

As principais dificuldades e superações na administração da empresa

Como nem tudo é um mar de rosas, Abílio Diniz também enfrentou muitos obstáculos durante a sua caminhada. Apesar de ter sucesso nos esportes — foi tricampeão brasileiro em motonáutica em 1968, 1969 e 1970 — e na gestão do negócio, um afastamento temporário causou problemas.

Entre 1979 e 1989, o empresário foi convidado por Mário Henrique Simonsen a participar do Conselho Monetário Nacional (CMN). A experiência adquirida foi positiva, mas foi o primeiro passo para 3 fatos marcantes que modificariam sua personalidade e visão de mundo na mudança da década de 1980 para a de 1990.

O primeiro problema foi a ruptura familiar devido a problemas sucessórios no Pão de Açúcar. Abílio e seus irmãos lutaram para ficar no comando, mas assinaram um acordo em 1994 garantindo que o controle ficaria nas mãos do empresário de maior renome.

O segundo fato foi o sequestro do próprio empreendedor em 1989. Depois de 7 dias em cativeiro, trancafiado em um ambiente pequeno e subterrâneo, Abílio Diniz percebeu que poderia ser atingido e destruído. Ou seja, sua visão de que era inalcançável desapareceu.

O último evento marcante foi a quase falência do Pão de Açúcar em 1990. Diante do cenário negativo, o empresário teve que recorrer à humildade, ao amor, à tolerância, à espiritualidade e ao autoconhecimento para ultrapassar o desafio. Foi nesse momento que ele colocou em prática a regra “corte, concentre e simplifique”. A ideia drástica funcionou e fez o empreendimento voltar ao rumo certo por meio da redução de custos e enxugamento da equipe de colaboradores.

 

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O surgimento da franquia

O Grupo Pão de Açúcar começou a considerar o modelo de franquias em 2006 para a nova marca da rede, a Extra Perto. A ideia era abrir lojas de conveniência em vários lugares com baixo investimento.

Já em 2016, o grupo inovou e relançou a bandeira CompreBem, que tinha saída do mercado em 2011. A ideia foi implantar um novo modelo de negócios, a partir de parcerias com pequenos mercados de bairro. Para garantir o sucesso, inexistiria qualquer compra mínima, pagamento de royalties ou taxa de adesão, uma maneira diferente de franquia.

A história do Pão de Açúcar e sua situação atual

Completando 70 anos em 2018, o Grupo Pão de Açúcar está bastante consolidado. O atual CEO é Peter Paul Estermann, já que Abílio Diniz se afastou meses após assumir a presidência do Conselho de Administração da BRF — detentora das marcas Perdigão e Sadia.

O foco do grupo hoje está em melhorar a rentabilidade e realizar uma transformação digital que atenda às demandas dos consumidores. O desafio é grande, já que a rede tem pouco mais da metade do valor de mercado que tinha na época de Abílio Diniz, antes de sair definitivamente em 2013.

O novo CEO do grupo também deseja dominar o segmento de delivery de produtos de supermercado e pensa em adotar soluções criativas, como drive-thru, entrega na casa do cliente e organização dos itens, entre outras possibilidades.

Em suma, a ideia é honrar a história do grupo, que é de muito sucesso. A verdadeira expansão iniciou na década de 1970 pela aquisição da rede Eletroradiobraz, maior do segmento de eletroeletrônicos e eletrodomésticos na época. Alguns anos depois também foram incorporados novos formatos de loja, como:

  • Sandiz, de departamento;
  • Minibox, de mercearias de desconto;
  • Superbox, loja depósito;
  • Peg & Faça, de bricolagem.

A fusão de todos esses empreendimentos criou a Companhia Brasileira de Distribuição (CBD), nome oficial do Grupo Pão de Açúcar desde então. Outros momentos marcantes foram:

  • realização de uma oferta pública inicial de ações em 1995, com um lance de 112,1 milhões de dólares;
  • captação de 172,5 milhões de dólares na Bolsa de Nova York;
  • compra da rede Ponto Frio em 2009.

A partir dessa e de outras histórias inspiradoras, fica evidente que o primeiro passo pode ser difícil e que haverá obstáculos pelo caminho. Mas com foco, determinação e disciplina, você pode se tornar um empreendedor de sucesso. E você, está preparado para começar?

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