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Everton Sabú
Fundador

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Histórias inspiradoras: Conheça Abílio Diniz, dono do Grupo Pão de Açúcar

Um negócio familiar que cresceu, está presente nas grandes cidades e é uma marca pela qual muitas pessoas têm um grande carinho. Esse é o Pão de Açúcar, que representa uma das grandes histórias inspiradoras de empreendedores brasileiros. Por isso, o foco é Abílio Diniz, um empresário de sucesso que tem muito a ensinar.

Atualmente, ele é considerado o empreendedor mais notável do varejo brasileiro. Além de ter dado continuidade ao legado de sua família com o supermercado Pão de Açúcar, ele também criou um grupo de sucesso e multibilionário, que conta com empresas como Extra, Assaí e Ponto Frio.

Para entender melhor como Abílio Diniz chegou a esse patamar, vamos contar a história dele. Afinal, como ele gosta de dizer, “o bom líder é aquele que inspira e motiva seus liderados”. Então, que tal se inspirar na trajetória desse grande empreendedor? Acompanhe!

A história inspiradora de Abílio Diniz

Abílio dos Santos Diniz é o primeiro filho da família e tem mais 5 irmãos. Nasceu em 1936 e estudou no colégio Anglo-Latino. Apesar de já ter uma boa vida familiar, sofreu bullying na época por ser baixinho, tímido e gordinho.

Com uma base católica por parte de pai e mãe, começou a treinar artes marciais para se proteger e desenvolver a autoconfiança. No entanto, acabou ganhando a fama de “brigão” por ter um temperamento explosivo, o qual foi amenizado com o tempo.

Começou a trabalhar com seu pai aos 12 anos. Ambos começaram a então Doceria Pão de Açúcar, inaugurada em 1948. Pela paixão aos negócios a que foi incentivado, Abílio Diniz se formou em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em 1956.

Nessa época, pensou em trabalhar em uma multinacional ou ir para os Estados Unidos fazer uma pós-graduação. Ele chegou a se candidatar para a Universidade de Michigan, mas desistiu diante de uma oferta do pai: abrir um supermercado. Esse foi o momento da guinada e de sua entrada definitiva no ambiente corporativo.

Seu início no mundo empresarial

Ao rever sua ida para os Estados Unidos, Abílio Diniz assumiu um cargo executivo na nova empresa do pai. Ele começou a implementar a ideia do primeiro supermercado Pão de Açúcar, que foi inaugurado em 1959, perto de onde funcionava a doceria aberta anteriormente.

Paralelamente a essa iniciativa, o empresário se apaixonou pelos esportes, que se tornaram uma maneira de aliviar a pressão do dia a dia e encontrar o equilíbrio. Ele já se exercitava desde os 11 anos e a disciplina esportiva contribuiu para seu desenvolvimento profissional, como ele sempre gosta de destacar.

Logo no ano seguinte, em 1960, Abílio Diniz se casou com Auri, com quem teve 4 filhos: Ana Maria, João Paulo, Pedro Paulo e Adriana. Com o apoio da família, ele conseguiu abrir o segundo Pão de Açúcar em 1963 e comprou a rede Sirva-se em 1965.

Em 1968, o Grupo Pão de Açúcar já tinha 40 unidades e contava com mais de 1.600 colaboradores. Em outras palavras, o supermercado, que havia começado pequeno, aos poucos se tornava o maior varejista da América Latina.

As principais dificuldades e superações na administração da empresa

Como nem tudo é um mar de rosas, Abílio Diniz também enfrentou muitos obstáculos durante a sua caminhada. Apesar de ter sucesso nos esportes — foi tricampeão brasileiro em motonáutica em 1968, 1969 e 1970 — e na gestão do negócio, um afastamento temporário causou problemas.

Entre 1979 e 1989, o empresário foi convidado por Mário Henrique Simonsen a participar do Conselho Monetário Nacional (CMN). A experiência adquirida foi positiva, mas foi o primeiro passo para 3 fatos marcantes que modificariam sua personalidade e visão de mundo na mudança da década de 1980 para a de 1990.

O primeiro problema foi a ruptura familiar devido a problemas sucessórios no Pão de Açúcar. Abílio e seus irmãos lutaram para ficar no comando, mas assinaram um acordo em 1994 garantindo que o controle ficaria nas mãos do empresário de maior renome.

O segundo fato foi o sequestro do próprio empreendedor em 1989. Depois de 7 dias em cativeiro, trancafiado em um ambiente pequeno e subterrâneo, Abílio Diniz percebeu que poderia ser atingido e destruído. Ou seja, sua visão de que era inalcançável desapareceu.

O último evento marcante foi a quase falência do Pão de Açúcar em 1990. Diante do cenário negativo, o empresário teve que recorrer à humildade, ao amor, à tolerância, à espiritualidade e ao autoconhecimento para ultrapassar o desafio. Foi nesse momento que ele colocou em prática a regra “corte, concentre e simplifique”. A ideia drástica funcionou e fez o empreendimento voltar ao rumo certo por meio da redução de custos e enxugamento da equipe de colaboradores.

 

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O surgimento da franquia

O Grupo Pão de Açúcar começou a considerar o modelo de franquias em 2006 para a nova marca da rede, a Extra Perto. A ideia era abrir lojas de conveniência em vários lugares com baixo investimento.

Já em 2016, o grupo inovou e relançou a bandeira CompreBem, que tinha saída do mercado em 2011. A ideia foi implantar um novo modelo de negócios, a partir de parcerias com pequenos mercados de bairro. Para garantir o sucesso, inexistiria qualquer compra mínima, pagamento de royalties ou taxa de adesão, uma maneira diferente de franquia.

A história do Pão de Açúcar e sua situação atual

Completando 70 anos em 2018, o Grupo Pão de Açúcar está bastante consolidado. O atual CEO é Peter Paul Estermann, já que Abílio Diniz se afastou meses após assumir a presidência do Conselho de Administração da BRF — detentora das marcas Perdigão e Sadia.

O foco do grupo hoje está em melhorar a rentabilidade e realizar uma transformação digital que atenda às demandas dos consumidores. O desafio é grande, já que a rede tem pouco mais da metade do valor de mercado que tinha na época de Abílio Diniz, antes de sair definitivamente em 2013.

O novo CEO do grupo também deseja dominar o segmento de delivery de produtos de supermercado e pensa em adotar soluções criativas, como drive-thru, entrega na casa do cliente e organização dos itens, entre outras possibilidades.

Em suma, a ideia é honrar a história do grupo, que é de muito sucesso. A verdadeira expansão iniciou na década de 1970 pela aquisição da rede Eletroradiobraz, maior do segmento de eletroeletrônicos e eletrodomésticos na época. Alguns anos depois também foram incorporados novos formatos de loja, como:

  • Sandiz, de departamento;
  • Minibox, de mercearias de desconto;
  • Superbox, loja depósito;
  • Peg & Faça, de bricolagem.

A fusão de todos esses empreendimentos criou a Companhia Brasileira de Distribuição (CBD), nome oficial do Grupo Pão de Açúcar desde então. Outros momentos marcantes foram:

  • realização de uma oferta pública inicial de ações em 1995, com um lance de 112,1 milhões de dólares;
  • captação de 172,5 milhões de dólares na Bolsa de Nova York;
  • compra da rede Ponto Frio em 2009.

A partir dessa e de outras histórias inspiradoras, fica evidente que o primeiro passo pode ser difícil e que haverá obstáculos pelo caminho. Mas com foco, determinação e disciplina, você pode se tornar um empreendedor de sucesso. E você, está preparado para começar?

Se você gostou da trajetória de Abílio Diniz, compartilhe este texto nas suas redes sociais!

Histórias Inspiradoras: Paulo Lemann — sucesso no empreendedorismo

Uma história de sucesso é, com certeza, permeada de desafios, obstáculos e até mesmo tropeços. As maiores provas de resiliência — que, por si só, já é uma característica dos líderes obstinados — são fortalecer-se na dificuldade, sonhar grande e perseguir os objetivos com cada vez mais empenho. Paulo Lemann, atualmente o homem mais rico do Brasil, é um exemplo que reúne todas essas características!

Se você deseja conhecer e se inspirar na trajetória dele, encontrou o conteúdo perfeito. Neste post, você encontrará informações sobre a vida, as escolhas e as conquistas de Lemann, compreendendo como ele se tornou um ícone de sucesso.

Além disso, você também terá acesso a dicas preciosas para que consiga traçar seu próprio caminho, aproveitando as lições pessoais e profissionais do maior empreendedor do país. Preparado? Vamos em frente e boa leitura!

Paulo Lemann: infância e juventude

Embora seja natural do Rio de Janeiro, Paulo Lemann tem ascendência suíça: filho de mãe brasileira, seu pai emigrou da região de Emmental e se fixou na capital carioca antes de seu nascimento, em agosto de 1939.

Não seria exagerado dizer, também, que o tino empreendedor está no sangue: o pai de Lemann é o fundador da Leco (abreviação de Lemann & Company), fábrica de laticínios que tem expressividade em todo o território nacional e que foi recentemente incorporada à Vigor Alimentos.

No que diz respeito ao seu desenvolvimento, a educação básica de Paulo foi concluída na Escola Americana do Rio de Janeiro, ainda aos 17 anos. Para o ensino superior, sua escolha foi a Faculdade de Economia de Harvard, uma das mais renomadas instituições do mundo.

Na universidade, um episódio de rebeldia marcou a trajetória acadêmica de Lemann: ao participar de uma revolta estudantil, Paulo foi pego pelo reitor ao jogar bombinhas no pátio de Harvard, o que culminou em sua suspensão temporária. Ao retornar, Lemann concluiu o curso antes do previsto, em apenas três anos.

A trajetória do líder: como Paulo Lemann construiu seu império

Em 1961, já formado, Lemann mudou-se para Genebra, na Suíça, e estagiou no Credit Suisse, uma das maiores instituições financeiras do mundo. Não demorou, porém, a voltar para o Brasil, onde, em 1971, adquiriu seu primeiro negócio: a corretora Garantia.

Desde essa época, Lemann contou com a expertise de dois fiéis escudeiros: Marcel Telles e Beto Sicupira, seus sócios. Juntos, trabalharam para expandir e desenvolver o negócio, que posteriormente se tornou o Banco Garantia. Em paralelo, adquiriram as Lojas Americanas, importante rede varejista brasileira.

Quando, pouco antes do ano 2000, o Garantia foi vendido, os três continuaram juntos e fundaram a GP Investimentos, considerada a primeira empresa de private equity do país, perpetuando a injeção de capital e o investimento em negócios promissores, embora momentaneamente cambaleantes. O intuito era reestruturá-los e, em seguida, vendê-los por um preço superior ao da aquisição.

Mais uma vez, a empreitada se mostrou um sucesso. E, em reconhecimento ao bom trabalho de seus funcionários, Lemann entregou parte da companhia àqueles que o ajudaram a prosperar. A GP foi, então, parcialmente desfeita.

Era hora de Lemann, Telles e Sicupira estacionarem sua avidez pelo mercado? Certamente que não! O trio se lançou em mais um desafio e abriu, em 2004, a 3G Capital. A duplicidade de sedes — uma no Rio de Janeiro e outra em Nova York — já indicava que os planos eram ambiciosos. E o tempo apenas comprovou a tese.

O segmento de bebidas interessava a Lemann. Prova disso foi o surgimento da Ambev, com a aquisição da marca Brahma e sua associação com a cervejaria Antarctica, ainda em 1999.

Mais tarde, em 2004, a empresa também comprou a belga Interbrew, dando origem à InBev. E não parou por aí! A AB Inbev é resultado da incorporação da Anheuser-Busch, a maior cervejaria do mundo e detentora da marca Budweiser.

Em 2010, a 3G também incorporou a Restaurant Brands International a seu portfólio, passando a deter marcas globalmente fortes, como Burger King e Popeyes.

Dando continuidade à expansão da holding no segmento alimentício, a compra da gigante Heinz, líder no ramo de molhos e condimentos, foi também um marco na trajetória da 3G: Paulo, em parceria com o megainvestidor (e bilionário) Warren Buffett, a mente por trás da Berkshire Hathaway, passou a deter a Kraft Heinz.

Vale lembrar, por fim, que o trio à frente da 3G também gerencia a Gera Venture e a Innova Capital, aceleradoras destinadas a investir em empreendimentos com grande potencial de crescimento. Além disso, Lemann mantém iniciativas voltadas a estimular a educação de alta qualidade e a prática esportiva: a Fundação Estudar e o Instituto Tênis são ótimos exemplos.

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As lições de Paulo Lemann: aprenda com o sucesso do empresário

Pessoas bem-sucedidas merecem nossa atenção. Afinal, sempre poderemos aprender algo com uma trajetória de êxitos (que nem por isso está isenta de percalços ou fracassos pontuais).

A carreira de Lemann não foi diferente. Os obstáculos enfrentados certamente geraram grandes aprendizados que, mais tarde, endossaram o sucesso do empreendedor.

Entre as lições que ele se dedica a propagar na missão de desenvolver os líderes e os negócios brasileiros, com certeza alguma (senão todas) também será útil para você! Confira algumas delas a seguir.

Aprenda com os erros

O primeiro empreendimento do qual Lemann fez parte (com apenas 2% das ações), a Invesco, foi à falência em 1966, quando ele tinha 27 anos. Apesar da decepção, Paulo não se acanhou e seguiu em frente com ainda mais vontade de fazer acontecer. E, claro, deu certo!

Por isso, Lemann faz questão de reforçar que erros são comuns e, ao mesmo tempo em que nos esforçamos para evitá-los, devemos aprender com cada tropeço.

Foque no essencial

Em um mundo de distrações, Lemann afirma que é preciso identificar o que é fundamental e, assim, focar naquilo que precisa ser feito e que efetivamente fará diferença.

Essa mentalidade formou-se ainda na universidade, quando Paulo estava decidido a terminar o curso no menor tempo possível. Essa ambição fez com que criasse uma metodologia de absorção para cada disciplina: dedicava-se a gravar as cinco coisas mais importantes de cada matéria.

O método deu tão certo que é aplicado até hoje nos empreendimentos de Lemann. Suas companhias e sua equipe, por exemplo, têm cinco metas essenciais.

Valorize as pessoas que trabalham com você

Por fim, embora não menos importante, cabe citar uma frase bastante emblemática, dita por Lemann em uma de suas entrevistas: “Nosso negócio não é cerveja, nem hambúrguer ou ketchup, é gente”.

Com essa mentalidade, o empreendedor reforça seu compromisso com aqueles que o auxiliam no cotidiano operacional e administrativo. Paulo Lemann destaca que investir na equipe, proporcionando um ambiente atrativo de bem-estar e aprendizado, é indispensável para que a empresa tenha sucesso.

Este conteúdo despertou seu interesse e motivou você a querer fazer mais (e melhor)? Então, aproveite para compartilhá-lo nas redes sociais e permita que seu círculo de amigos também tenha acesso às lições desse grande líder. Bons negócios e até a próxima!

Conheça as vantagens e desafios de abrir uma franquia

Assim como em qualquer tipo de negócio, as vantagens e desafios de uma franquia são os principais fatores de decisão para quem está pensando em se tornar um empreendedor de sucesso. Entender melhor como funciona a relação entre franqueador e franqueado pode ajudar a identificar as principais características desse modelo de empresa.

Neste post, vamos expor os pontos mais importantes no dia a dia de uma franquia, para você identificar se tem (ou não) o perfil ideal para atuar nesse segmento. Boa leitura!

Entenda o cenário atual de franquias no Brasil

O cenário das franquias no Brasil é excelente! De acordo com a Associação Brasileira de Franquias (ABF), os números do setor em 2017 mostraram crescimento no faturamento em 8% e na geração de empregos em 1% com relação ao ano anterior.

Em meio à crise econômica que se abateu sobre o país nos últimos anos, os dados são realmente muito positivos. E o faturamento do setor é crescente desde 2013, o que mostra uma tendência para os próximos anos.

Como vimos, o panorama é favorável, agora vamos conhecer, primeiro as vantagens e, depois, os desafios do setor.

Veja as principais vantagens

Abrir uma franquia tem uma série de vantagens com relação aos demais modelos de empresas. Vamos detalhar cada um dos principais pontos favoráveis, a seguir. Confira!

Know-how adquirido

Essa é uma das vantagens que mais economizam o seu tempo entre a decisão de montar o negócio e a sua inauguração. Quando você se torna um franqueado, todo o conhecimento adquirido pelo franqueador para a construção da empresa e da marca são transferidos para você.

Sendo assim, você simplesmente pula a etapa de fazer testes infindáveis para saber se o seu produto tem aderência ao mercado, se a sua marca está crescendo ou se os processos foram bem elaborados. Tudo isso faz parte do pacote!

Uma das responsabilidades do franqueador para com o franqueado é justamente a transmissão de conhecimento, por meio de treinamentos tanto em relação à parte da gestão administrativa da empresa quanto à parte operacional.

Plano de negócio estruturado

Essa é outra vantagem que poupará o seu tempo e esforço. Com um plano de negócios já pronto e estruturado, algumas decisões muito difíceis de serem tomadas, principalmente por quem está começando agora, já estarão acertadas. É menos uma preocupação no seu dia, deixando o seu foco na administração da operação da sua unidade.

Suporte e consultoria

O contrato de franquia garante suporte ao longo de todo o período de vigência. Em geral, são oferecidos os serviços de divulgação, advocacia, contabilidade e consultoria de negócios a todos os franqueados. Tudo isso para que o franqueador garanta a manutenção da imagem da sua marca e da qualidade dos produtos e serviços oferecidos aos clientes.

Além disso, ele precisa manter um padrão, que já é esperado por sua clientela. O suporte e as consultorias servem para o alinhamento das informações e dos processos entre as diversas unidades franqueadas.

Investimento em uma empresa que já está estabelecida

Uma das grandes desvantagens de abrir um negócio próprio é justamente o desconhecimento do público sobre você e sua marca. Construir uma reputação pode levar vários anos e nem sempre se tem verba suficiente para arcar com todo esse tempo.

Com a marca já reconhecida, a sua unidade já inaugura com clientela formada. Mesmo que sua unidade seja nova, os clientes já conhecem a empresa e pressupõem o que vão encontrar. Assim, basta manter um bom serviço e um bom atendimento que a tendência é de crescimento contínuo.

Confira os principais desafios

Nem tudo são flores no mundo das franquias. Os desafios existem e precisam ser enfrentados. Mas, não é nada impossível de ser feito, afinal o setor apresentou crescimento nos últimos 5 anos. Os principais desafios específicos de uma franquia são dois e vamos explicar cada um deles logo abaixo. Acompanhe!

Algumas decisões não serão suas

Infelizmente você não será o dono da marca, apenas terá o seu direito de uso. Isso significa que algumas decisões serão tomadas pelo franqueador e você terá que aceitá-las, por força de contrato.

Em geral, isso não é exatamente um problema, apenas uma forma de trabalhar. E boa parte das marcas de franquia possui um conselho formado por franqueados que ajuda a tomar algumas das decisões que afetará todo o grupo.

Pagamento de royalties e taxas ao franqueador

Todas as vantagens que apresentamos anteriormente têm um preço. Esse preço é representado de duas formas: taxas e royalties.

A primeira taxa é a de abertura da unidade, que é pagar ao franqueador para garantir a estrutura necessária, o treinamento da equipe e a transferência de conhecimento para o franqueado. Em alguns casos, são cobrados valores para fundo de uso comum. Esses fundos visam cobrir, principalmente, as despesas com divulgação da marca entre outros custos menores.

Já os royalties são os valores mensais que os franqueados devem pagar aos franqueadores como direito de uso da marca. É a quantia que se paga para gozar de todos os benefícios indiretos que a marca proporciona.

Analise as vantagens e desafios de uma franquia e entenda se ela vale a pena para você

Para entender se o modelo de franquia funciona para você, é preciso avaliar bem todos os pontos levantados até aqui. O que definirá a resposta para essa questão é o seu perfil profissional. Existem vários tipos de perfis empreendedores, mas dois deles são excelentes para explicar como identificar se você tem ou não o perfil certo para ter uma franquia.

No primeiro perfil, temos uma pessoa mais dinâmica e criativa, que está sempre em busca de mudanças e inovações. Esse tipo de pessoa tem facilidade em assumir riscos e tomar decisões mais difíceis sem medo de errar. Para ele, os desafios que listamos acima são muito mais difíceis de superar, pois esse tipo de pessoa pode se sentir presa.

No segundo perfil, temos uma pessoa que gosta de gerenciar equipes, não se importa em ter que seguir algumas regras e, principalmente, prefere não se arriscar. Para este perfil a franquia é o modelo ideal de negócio.

Se depois de analisar bem as vantagens e desafios de uma franquia você ainda tiver dúvidas, nós temos outro post que pode lhe ajudar a esclarecer melhor: “Franquia ou negócio próprio?”. Nos vemos por lá!

 

Abra o seu próprio negócio

O que são franquias? Seu guia completo!

Atualmente, um novo modelo de negócios tem despertado a atenção dos empreendedores, especialmente aqueles que não contam com recursos financeiros próprios e desejam investir menos ao mesmo tempo em que contam com o apoio de marcas consagradas e experientes.

Neste guia, mostraremos tudo sobre o sistema de franquias: o que são franquias, o seu funcionamento, como abrir esse modelo de negócio, os tipos existentes e algumas boas opções para você escolher. Acompanhe tudo isso nos tópicos que seguem!

1. O que são franquias?

Para saber o que são franquias, considere o significado da palavra. Franquia é uma palavra que significa privilégio, isenção. Tanto é assim que se costuma usar o verbo “franquear” no sentido de “permitir”, “dar passagem”, “favorecer”.

No universo dos negócios, franquia é o nome dado a um sistema de comércio, o franchising. Trata-se de uma espécie de filial da empresa principal, de uma representante da marca que atua em outro lugar.

Podemos definir franquia também como uma estratégia de uma empresa matriz para distribuir e comercializar produtos e serviços em lugares diferentes por meio de representantes físicos (outras empresas). O nome “franquia” é usado tanto para se referir ao modelo de negócio como à pessoa jurídica que integra uma rede de franquias, ou seja, a unidade franqueada.

Lei nº 8.955/94 define franquia empresarial como:

o sistema pelo qual um franqueador cede ao franqueado o direito de uso de marca ou patente, associado ao direito de distribuição exclusiva ou semiexclusiva de produtos ou serviços. Eventualmente, também ao direito de uso de tecnologia de implantação e administração de negócio ou sistema operacional desenvolvidos ou detidos pelo franqueador, mediante remuneração direta ou indireta, sem que, no entanto, fique caracterizado vínculo empregatício”.

2. Franquia ou negócio próprio: qual o meu perfil?

Antes de optar pela franquia, o empreendedor deve ter certeza de que é isso mesmo que ele deseja. Afinal de contas, muitos empreendedores preferem abrir um negócio próprio. O perfil do empreendedor é fundamental para essa decisão. Convém comparar a franquia com um negócio próprio e visualizar as vantagens e desvantagens de cada um conforme seu próprio perfil.

Se você prefere mais autonomia em seu empreendimento, o mais recomendável é abrir um negócio próprio. Assim, você terá mais liberdade e terá total responsabilidade pelas decisões relativas sobre os tipos de produtos que serão vendidos, onde eles serão comercializados, a que preço, quem será o público-alvo e a forma de vender.

Ou seja, para abrir um negócio próprio, você terá que ter a ideia inicial e mais importante, deverá criar sua própria marca, deverá desenvolver ações de marketing para lançar o produto no mercado, deverá definir o perfil do cliente, escolher o ponto e os canais onde os produtos serão vendidos. Deverá também estar a par da legislação sobre o assunto, bem como compreender o mercado onde atua, as possibilidades e as limitações que ele oferece.

Outro aspecto a considerar é o seu conhecimento sobre o negócio que vai abrir e sua capacidade administrativa para controlar as finanças e tudo o mais que estiver relacionado à sua empresa.

Se você tem um perfil mais conservador e não está disposto a correr grandes riscos e lidar com a incerteza na construção de uma marca que pode ou não fazer sucesso, a franquia é uma boa opção. Você poderá contar com o know-how de uma marca já famosa ou de uma marca que está em fase de expansão.

Uma das características de uma franquia é que ela representa um modelo de negócio que já foi testado no mercado e já apresenta resultados mais consistentes. Ou seja, o empreendedor tende a correr menos riscos em relação ao investimento em um negócio próprio. Não se trata de risco zero, mas certamente é um modelo de negócio com riscos menores, mais moderados e, em alguns casos, previsíveis.

Contudo, para participar de uma franquia, é preciso renunciar a uma autonomia integral e respeitar um padrão predefinido pela marca franqueadora. As regras dessa empresa deverão ser seguidas e, ao mesmo tempo, ela oferecerá suporte profissional e qualificado para que o empreendedor abra seu negócio, selecione o melhor ponto de venda e de inauguração, bem como oferecerá treinamento ao empreendedor e sua equipe de trabalho.

3. Como funciona uma franquia?

Sabendo o que são franquias, você precisa compreender agora como funciona esse sistema de negócio. Veja alguns conceitos fundamentais para entender o funcionamento de uma franquia:

Franqueador

A empresa que disponibiliza a franquia, ou seja, ela possui os direitos sobre uma marca determinada, formata o modelo de negócio e cede o direito de utilização da marca a terceiros, acompanhado do conhecimento necessário para a abertura, desenvolvimento e divulgação do negócio (por tudo isso, o franqueador é remunerado pelos terceiros beneficiados).

Franqueado

Pessoa física ou jurídica que opta pelo sistema de franchising desenvolvido pelo franqueador, pagando pela concessão desse direito.

Royalty

É o valor que o franqueado paga ao franqueador periodicamente (geralmente, o royalty corresponde a uma porcentagem incidente sobre o faturamento bruto).

Taxa de franquia

Também chamada de taxa inicial ou franchise fee, é um valor único definido pelo franqueador que permite ao franqueado adotar o sistema, sendo pago na assinatura do pré-contrato ou do contrato de franquia (essa taxa também remunera a empresa franqueadora pelos serviços que já foram oferecidos ao franqueado e alguns franqueadores cobram um percentual da franchise fee todas as vezes em que o contrato é renovado).

Fundo de promoção (fundo de propaganda)

Trata-se do valor que é pago pelo franqueado e estabelecimentos próprios dos franqueadores para custear as campanhas de marketing que divulgam a marca (na maioria das vezes, o próprio franqueador administra o fundo, mas sempre coloca o franqueado a par de como o dinheiro foi gasto).

Conselho de franqueados

Grupo formado pelo franqueador e pelos franqueados com caráter consultivo e destinado especialmente à administração do fundo de propaganda.

Circular de oferta de franquia

Trata-se do documento que, conforme determina a lei, precisa ser entregue pelo franqueador ao candidato à proposta de franquia no período que antecede em até 10 dias a assinatura do pré-contrato, contrato ou pagamento de qualquer quantia.

A circular de oferta de franquia deve ser redigida com clareza e entregue por escrito. Nesse documento, devem constar todas as informações sobre a franquia, a rede de franqueados e todas as condições que o franqueado deverá seguir antes e após o contrato ser assinado.

Caso o franqueado resolva desistir do negócio, isso é permitido, ou seja, ele não precisa renovar o contrato. Mas, caso decida desistir antes do final do contrato, precisará pagar uma multa por rescisão. O ponto físico pode ser passado adiante, considerando que seja um patrimônio do franqueado.

Da mesma maneira, o franqueador pode desistir do negócio, considerando que a franquia não está dando os resultados almejados ou por não ter mais interesse no ponto.

4. Quais são as vantagens de ser um franqueado?

Ser franqueado apresenta algumas vantagens, como correr menores riscos, o que não aconteceria se tivesse que iniciar seu negócio do zero. Tendo isso em vista, o franqueado está respaldado por uma marca conhecida do público, com um status garantido e também tem todo o conhecimento da empresa franqueadora à sua disposição.

O franqueador também se favorece do negócio, pois poderá ampliar sua rede por estados, cidades e/ou bairros diferentes, conseguindo sócios que investem algum capital para abrir suas unidades de franquia.

Como o franqueado recebe conhecimento especializado do franqueador, pode se engajar no negócio com mais segurança e confiança, efetivando uma gestão mais eficaz. Esses aspectos contribuem para resultados mais satisfatórios que os conquistados em um negócio próprio. O franqueado trabalhará sempre buscando como objetivos principais a maior lucratividade e a maior rentabilidade — o ROI (retorno sobre o investimento) poderá ser mais rápido do que se pensa.

Em relação aos aspectos jurídicos, o sistema de franquias já tem maturidade suficiente na economia, contando com uma legislação que define de forma explícita as responsabilidades de ambas as partes e a não vincularidade trabalhista e fiscal entre franqueador e franqueado.

Juridicamente estabelecida, a franquia oferece a possibilidade de controlar padrões e procedimentos operacionais, identidade visual e outros detalhes que proporcionam experiências mais efetivas ao consumidor.

Com o conhecimento compartilhado, os franqueados têm a oportunidade de difundir práticas que se mostrem eficientes e lucrativas, aumentando o potencial da rede e gerando vantagens competitivas para eles.

Na verdade, é um sistema de negócio baseado no trabalho conjunto e, trabalhando em parceria, tudo se torna mais fácil, inclusive a expansão da rede (novos espaços poderão ser ocupados com mais rapidez, possibilitando fazer frente à concorrência, especialmente as empresas que não adotam sistemas de franquias). A expansão da marca acontece, portanto, com mais agilidade, mas também com mais economia.

Cada franqueado deve lembrar que o sucesso de cada unidade ajuda a marca a se fortalecer ainda mais e gera maiores possibilidades para cada um deles. Veja o resumo das vantagens específicas para o franqueado:

  • o negócio já começa contando com a credibilidade de uma marca (que pode ser muito consagrada entre os consumidores);
  • o apoio do franqueador;
  • a existência de um plano de negócio: geralmente, empreendedores com menos recursos financeiros e patrimoniais não têm tempo e habilidades suficientes para fazer a previsão de fatos político-sociais e econômicos que podem interferir no negócio. Por outro lado, com o suporte do franqueador, os riscos diminuem, principalmente os financeiros;
  • uma maior garantia de mercado: o franqueado usufrui da vantagem competitiva oferecida pelo franqueador, o qual já testou e vendeu seus produtos em larga escala, além de ter planejado a expansão e deter o conhecimento mais aprofundado de seu público-alvo (o franqueador dispõe de informações importantes sobre o processo de produção e venda, bem como conhece melhor as estratégias das marcas concorrentes);
  • o planejamento otimizado dos custos de instalação: ao oferecer projetos de arquitetura e as plantas de engenharia das edificações, o franqueador calcula e divide os custos com o franqueado (da mesma forma na hora de executar a fiscalização da obra e definir equipamentos e máquinas);
  • uma economia de escala: os gastos com marketing são rateados entre todos os franqueados, reduzindo a necessidade de investimentos mais elevados e permitindo otimizar a qualidade do trabalho publicitário. O franqueado também pode comprar com desconto na rede de compras e adquirir maquinário a preços mais acessíveis devido à quantidade;
  • a possibilidade de pesquisa e de desenvolvimento a baixos custos: os gastos com pesquisas e desenvolvimento de produtos novos e/ou com os aprimoramentos daqueles que já existem são responsabilidade do franqueador (a empresa matriz é quem testa os produtos nas unidades antes de lançá-los);
  • mais independência jurídica e financeira: apesar de o franqueado ter que se submeter às condições definidas pelo franqueador, ele terá sua própria razão social, configurando assim uma pessoa jurídica distinta (nesse caso, as operações financeiras dessa empresa serão de responsabilidade única e exclusiva dela).

 

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5. Como abrir uma franquia?

Veremos agora como abrir uma franquia com segurança e com tudo legalizado. Primeiramente, é importante fazer o cadastro, preenchendo uma ficha específica (geralmente, é possível fazer isso pela internet).

Por meio dessa ficha, o franqueador poderá analisar o perfil do franqueado. Quanto mais perguntas forem respondidas e quanto mais questões forem esclarecidas é melhor para ambas as partes (o franqueado não corre o risco, por exemplo, de entrar em um negócio ao qual não se ajusta).

Caso a empresa franqueadora aprove a ficha, ela convocará o candidato para uma reunião. Nesse encontro, o candidato receberá a COF (circular de oferta de franquia), que registra todas as informações relevantes sobre a franquia, contendo ainda a minuta do contrato.

A COF contém:

  • os valores que deverão ser pagos, como a taxa de franquia, os royalties e os custos com propaganda;
  • o tipo de suporte ofertado e como é o treinamento;
  • a existência ou não de pendências judiciais;
  • se o franqueado tem a obrigação de comprar apenas dos fornecedores indicados pela rede;
  • os nomes, os endereços e os telefones dos franqueados e ex-franqueados do último ano;

Nesse encontro, é importante que o franqueado pergunte ao franqueador:

  • se ele dispõe de um manual para tirar dúvidas;o período de duração do treinamento e o assunto que é tratado nele;
  • se o negócio é afetado pela sazonalidade e o que deve ser feito nesses períodos de movimento escasso;
  • a quantidade de franquias que ele pretende vender ao longo do ano;
  • de que forma a empresa pretende crescer respeitando a sustentabilidade;
  • qual é a estrutura de fornecimento dos produtos e o suporte dado.

Como já é sabido, na circular de oferta de franquia estão registrados os contatos da rede. O candidato deve aproveitar para fazer uma visita a essas unidades e conhecer os franqueados. Comporte-se como se fosse um cliente e fique atento ao atendimento prestado e à opinião dos consumidores.

A legislação oferece um prazo mínimo de 10 dias para que o candidato considere a circular de oferta de franquia. Antes de terminar esse prazo, o candidato não deve pagar nada ao franqueador.

O candidato deve conversar com os outros franqueados (no mínimo, três deles) para ter informações mais precisas das operações de rotina e do relacionamento que o franqueador mantém com eles. Nesse sentido, ele pode perguntar qual o valor efetivo do capital de giro necessário, se o suporte dado pelo franqueador é satisfatório, se os fornecedores são bons e entregam no prazo, qual é o faturamento do ponto e outros detalhes importantes.

É fundamental ler cuidadosamente a minuta do contrato a fim de saber se a relação com o franqueador será realmente positiva. Na maior parte das vezes, as cláusulas seguem um padrão e não existe muita margem para alterações.

Mesmo assim, talvez seja possível combinar alguns aspectos do contrato, como um desconto sobre a taxa inicial ou sobre o valor dos royalties. Também poderá amenizar as multas por invasão territorial. A taxa de franquia é paga no momento em que o contrato ou pré-contrato é assinado.

Depois de assinar o documento de adesão, o franqueado recebe um cronograma explicando o que precisará ser feito. Nesse cronograma, estarão registrados, por exemplo, os prazos para abrir a empresa, reformar o ponto se for necessário, contratar os funcionários e implantar o sistema. Esse processo consome aproximadamente entre 90 a 120 dias.

O franqueado precisa ficar ciente de qual será sua responsabilidade com a marca, como será realizado o fornecimento dos produtos, de que modo pode ser feita a rescisão de contrato e outros aspectos relevantes.

A escolha do ponto comercial também é outro aspecto de fundamental importância para abrir uma franquia. Provavelmente, será necessário realizar algumas adaptações no imóvel para que ele corresponda aos objetivos do negócio. O ponto pode ser tanto próprio como alugado. Caso o franqueado já disponha de um imóvel para estabelecer sua unidade franqueada, melhor ainda, pois significa que ele terá menos custos.

O ponto precisa estar localizado, preferencialmente, em uma região com boa movimentação de pessoas e veículos. Em alguns casos, o franqueador ajuda o franqueado a escolher o melhor ponto. Vale ressaltar que é necessário informar-se na prefeitura se a região escolhida permite a abertura de ponto comercial (caso contrário, não será possível conseguir o alvará de funcionamento).

Se o imóvel for alugado, é recomendado fazer um contrato de locação de, no mínimo, 5 anos, considerando que a maior parte dos contratos de franquia se estende por esse prazo.

Antes da inauguração, o franqueado e sua equipe de funcionários terão que passar pelo treinamento, de modo que seja possível conduzir o negócio de acordo com as regras e o manual de operações do franqueador.

Por fim, o dia da inauguração é especial. A partir dela, o franqueado deve engajar-se ao máximo com seu negócio a fim de que ele ofereça boa rentabilidade e mantenha-se muito tempo no mercado. E lembre-se de procurar orientações e suporte do franqueador sempre que for necessário.

6. Tipos de franquia

Além de saber o que são franquias, é importante conhecer os diferentes tipos que existem.

A franquia individual

O primeiro tipo é a franquia individual, em que não há a possibilidade de divisão de espaço com outras franquias. Nesse caso, o franqueado é exclusivo de uma determinada marca franqueadora. O ponto para estabelecer o negócio é definido a partir de critérios que consideram o potencial do ponto para recebê-lo.

A franquia unitária

A franquia unitária é outro tipo de franquia e caracteriza-se por ser situada em um lugar preestabelecido. Nela, franqueado goza de livre poder de atuação exclusiva. Inclusive, é possível desenvolver outras franquias unitárias, desde que existam recursos financeiros e desempenho suficiente que justifiquem e permitam essa ação.

A franquia shop in shop

A franquia shop in shop é aquela na qual um estabelecimento comercial pretende dividir espaço com uma franquia de segmento diferente. Nesse caso, o franqueado não precisa encontrar um ponto, pois ele já existe. A finalidade desse tipo de franquia é permitir a alavancagem de um negócio que já existe, possibilitando ao empreendedor gozar de outra fonte de renda.

A franquia master

A franquia master representa a possibilidade de terceirizar ou implementar outros pontos de franquia em uma determinada zona. Nesse caso, o franqueado tem direito a um percentual dos royalties e da taxa de franquia. O franqueador recebe pela operação da franquia e pelas comissões de todas as outras da região.

A franquia mista

A franquia mista é o tipo que comercializa tanto produtos como serviços. O franqueador é um fornecedor enquanto o franqueado distribui os produtos e os serviços.

A franquia de distribuição

Na franquia de distribuição, os royalties não são cobrados, nem é cobrada a taxa inicial da franquia. Assim, o franqueado remunera o franqueador vendendo seus produtos/serviços.

7. Veja algumas opções de franquias

Agora, vamos listar algumas opções de franquias. Esta seleção foi adotada pelo Portal do Franchising, considerando as seguintes categorias em ordem alfabética:

  • acessórios pessoais e calçados;
  • alimentação;
  • bares, restaurantes e pizzarias;
  • bebidas, cafés, doces e salgados;
  • beleza, saúde e produtos naturais;
  • comunicação, informática e eletrônicos;
  • construção e imobiliárias;
  • cosméticos e perfumaria;
  • educação e treinamento;
  • escolas de idiomas;
  • fotografia, gráficas e sinalização;
  • hotelaria e turismo;
  • limpeza e conservação;
  • livrarias e papelarias;
  • móveis, decoração e presentes;
  • negócios, serviços e conveniência;
  • serviços automotivos;
  • vestuário.

Apesar de não constar nesta lista, existem franquias de óticas e joalherias, bem como de farmácias.

Depois de compreender o que são franquias, as suas vantagens e as suas limitações, cabe a você decidir se prefere optar por esse sistema ou prefere abrir um negócio próprio. Cabe também a você decidir que tipo de franquia acha mais vantajoso e em que segmento prefere atuar.

As franquias são boas alternativas para o empreendedor que está começando e tem pouco capital de giro disponível, bem como para aquele que deseja mudar de carreira. Mas é fundamental estudar bem antes de escolher qual opção será melhor. Pesquise franqueadores diversos, fale com franqueados, analise seu próprio perfil e só então decida!

O que achou do post? Sente-se mais esclarecido sobre o assunto? Deseja adquirir uma franquia? Qual o ramo que mais atrai seu interesse? Deixe sua opinião ou dúvida no espaço abaixo!

 

Conheça 5 desafios em ser um empresário

Os desafios em ser empresário podem assustar algumas pessoas, mas como a própria palavra diz, não se tratam de problemas e sim de desafios.

Todos os empresários bem-sucedidos, durante a caminhada, aprenderam a extrair o melhor de cada experiência, transformando esses desafios em oportunidades de crescimento pessoal e empresarial.

Neste texto, falaremos sobre o que é preciso para ser um empresário, quais as compensações e desafios e o que fazer para contorná-los. Confira!

O perfil empreendedor

Várias características podem favorecer o empreendedorismo.

Não existe nenhum impedimento para que qualquer pessoa se torne empresária, entretanto, os indivíduos que têm sucesso como empresários geralmente têm em comum as seguintes características:

  • facilidade para identificar oportunidades;
  • gosto por desafios — ou, no mínimo, não ter medo deles;
  • iniciativa;
  • espírito de liderança;
  • coragem e ousadia;
  • sonho de independência;
  • comprometimento e capacidade de “vestir a camisa”.

Se você não se enxergou completamente na lista acima e acredita que estão faltando algumas dessas qualidades em seu perfil, não se preocupe. As habilidades também podem ser desenvolvidas ou aperfeiçoadas.

Esse aperfeiçoamento pode se dar por meio de:

  • cursos;
  • estudos por conta própria;
  • conselhos;
  • reflexões e a própria experiência do dia a dia.

Não subestime a importância de buscar desenvolver-se cada vez mais. Os desafios virão e um empresário precisa estar preparado.

5 desafios em ser um empresário

1. Instabilidade financeira

Um empresário deve estar ciente de que sua renda será flutuante. Não há garantia de entrada de receita, cada dia é uma batalha.

Nos primeiros anos, especialmente, é preciso ter paciência, pois o negócio leva algum tempo até começar a dar lucro e o empresário também precisa de tempo até se acostumar com o padrão de despesas que a empresa demanda.

Existem outros fatores que influenciam na instabilidade dos rendimentos da empresa, entre eles:

  • sazonalidade do mercado (há épocas mais propícias para certos tipos de vendas, assim como há épocas de baixa procura);
  • nível de endividamento da empresa;
  • rotatividade de funcionários (gerando custos com contratações e verbas rescisórias).

Assim, é importante que haja planejamento e muito autocontrole para administrar as finanças de um estabelecimento.

 

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2. Legislação e tributos

A constituição formal e jurídica de uma empresa requer uma série de procedimentos iniciais, como:

  • Confecção e averbação dos contratos (estatuto social, contrato de franquia etc.);
  • Registro na Junta Comercial;
  • Expedição de alvarás de funcionamento perante a Prefeitura;
  • Inscrição Estadual;
  • Licença ambiental, se for o caso;
  • Inspeção pelo Corpo de Bombeiros;
  • Contratações de empregados e assinatura de Carteiras de Trabalho;
  • Contratação de contador.

Pesquisas apontam que o Brasil é o 130º país no ranking mundial de facilidade para abrir um negócio. Isso significa que temos um dos processos mais burocráticos do mundo.

Fora a abertura da empresa, o dia o dia também demanda outras providências, como a observação das normas de direito do consumidor e pagamento de tributos.

A legislação tributária brasileira é complexa, o que faz com que muitos se confundam sobre quais impostos precisam pagar e também quanto a forma de cálculo.

No entanto, todas essas providências são fundamentais para que a empresa opere regularmente, evitando autuações administrativas ou processos judiciais.

3. Gestão de pessoas

Falar em empresa é falar em pessoas, afinal, nenhum negócio sobrevive só com uma grande ideia ou um ótimo produto. São necessárias pessoas para fazer com que o produto chegue ao cliente de forma satisfatória.

No ramo da prestação de serviços, a importância dos recursos humanos é ainda maior, pois os serviços são prestados por eles.

A gestão de pessoas é um assunto que não sai da pauta dos consultores empresariais e estudiosos do mundo dos negócios, sendo considerado o grande desafio do século XXI.

Saber administrar talentos e gerenciar pessoas é um dos talentos que um empresário precisa ter — ou adquirir.

Isso não é fácil, pois além de paciência e sensibilidade, requer conhecimentos de gestão, direitos trabalhistas e até um pouco de psicologia.

Porém, esses são alguns dos conhecimentos que mais agregam à vida do empresário, como pessoa e também ao sucesso da empresa.

4. Fusão entre vida profissional e vida pessoal

Quando você é o dono do negócio, fica mais complicado estabelecer uma jornada de trabalho com início e fim. Muitas vezes, é impossível não levar o trabalho para casa ou passar uma noite ou fim de semana sem pensar nas questões da rotina empresarial.

Um empregado tem funções mais definidas dentro de uma empresa, com carga horária e salário determinados. Para o dono do negócio, não há delimitações: é preciso entender um pouco de tudo e não há um expediente predeterminado.

Eventualmente, a vida pessoal do empresário acaba se fundindo com a da empresa.

Isso é muito evidente nos casos de empresas familiares e de empresários que moram no mesmo prédio da empresa, por exemplo. Em geral, nenhum negócio está imune à possibilidade de interferir na vida do seu dono e vice-versa.

Outro grande desafio é não misturar as finanças pessoais com as finanças da empresa. Esse, inclusive, é um dos fatores que mais leva à falência de negócios.

5. Equilíbrio emocional

Como resultado de todos os desafios citados nos itens anteriores, naturalmente, o emocional do empresário também fica afetado.

Geralmente, essa é a parte que menos o preocupa: a prioridade é fazer a empresa funcionar, manter o caixa positivo e a estrutura funcionando. A saúde é geralmente relegada ao segundo plano.

Entretanto, o empresário precisa estar ciente de que caso tenha um problema de saúde, talvez ele não possa contar com o INSS, diferentemente de seus funcionários.

Além disso, não se pode esquecer que o empresário é peça fundamental no funcionamento da empresa e para que ele não venha a faltar, precisa manter seu equilíbrio emocional e evitar consequências negativas para sua saúde.

As compensações

É claro que, além dos desafios, há os louros a serem colhidos.

O êxito financeiro é apenas uma entre tantas compensações que um negócio pode gerar, aliás, ele é apenas a consequência do sucesso em outras áreas.

Uma empresa, quando bem-sucedida, não transforma só a vida do seu dono: ela gera impacto positivo na vida de clientes e funcionários também.

Ao assumir as rédeas de uma empresa, dificilmente um indivíduo volta a querer estar em outra posição. Não que as demais sejam inferiores! Todas as funções são importantes, o mercado não sobreviveria se todos quisessem e pudessem ser líderes.

No entanto, a satisfação de estar à frente de um projeto de sucesso é insubstituível e as recompensas são diretamente proporcionais ao esforço.

Como driblar os desafios

Todo sonho requer alguns sacrifícios e com uma empresa isso não poderia ser diferente: há responsabilidades a serem assumidas, habilidades a serem desenvolvidas, adversidades a serem contornadas… Mas todos esses fatores são oportunidades de crescimento pessoal, que impactam diretamente no crescimento da empresa também.

A chave para driblar os desafios em ser empresário é seguir se aperfeiçoando para desenvolver as habilidades necessárias, como dissemos acima no item sobre o perfil empreendedor. Faça nosso teste para descobrir se você tem perfil empreendedor e continue em busca do seu sonho!

Conheça as características dos principais perfis de empreendedor

Independência financeira, tempo para a família ou liberdade para viajar: quem nunca sonhou com essas regalias, não é mesmo? Contudo, em um trabalho assalariado formal, estes podem ser apenas sonhos distantes. Na vida de quem empreende, porém, se apresentam como realidades palpáveis, cuja execução é possível.

Se você deseja alcançar novos patamares em sua vida profissional, empreender pode ser o melhor caminho. Afinal, ter um negócio próprio, no qual você é seu próprio chefe, permite que certas possibilidades finalmente se concretizem.

Pensando nisso, preparamos este texto com as características de vários perfis de empreendedor. Continue lendo o post para saber qual deles tem mais a ver com você e planeje um novo futuro!

Qualidades que todo empreendedor deve ter

Confira algumas qualidades que fazem parte de muitos empreendedores de sucesso, independentemente do perfil, época ou setor em que atuam.

Iniciativa

De acordo com o dicionário Aulete Digital, o termo “empreender” significa “experimentar, procurar fazer, tomar iniciativa de ação, tarefa, realização etc”.

Ou seja, só empreende algo na vida quem começa alguma coisa. Para que você tenha sucesso em uma empreitada que seja apenas sua, é fundamental que também seja o principal responsável por iniciá-la.

Lembre que ter medo ou insegurança é normal no princípio de qualquer atividade. Portanto, considere que os erros são inerentes a esse processo e não tenha receio de começar.

Visão

Você decidiu iniciar um projeto por conta própria: ótimo! Agora, é preciso pensar no que ele consistirá. De nada adianta apostar em algo que não apresente nenhuma possibilidade concreta de render frutos no futuro.

Por isso, é imprescindível que você tenha visão. E o que isso quer dizer? Primeiramente, que deve existir em seus pensamentos uma capacidade de fazer projeções realistas. Mais do que isso: saber como determinado segmento do comércio ou da indústria se comporta e outras coisas do gênero.

Ser um visionário significa, antes de tudo, conseguir olhar para frente, analisar os detalhes e tirar conclusões proveitosas desses pontos.

Coragem

Muito semelhante à iniciativa, a coragem implica na habilidade de arriscar quando poucos acreditam nas chances apresentadas. Ela é a própria ousadia de quem dá dois passos para frente, quando o recomendado é dar apenas um.

Firmeza

Ser firme é o mesmo que ser consistente: você banca aquilo que decide e lida com suas escolhas a todo custo, pois se vê como responsável por elas.

Além disso, esse traço também se reflete na busca pelos objetivos almejados. É ela quem guia as metas que você propõe e serve como molde para agir do jeito necessário até mesmo nas ocasiões mais complexas ou delicadas.

Decisão

A tomada de decisões é uma ação constante no cotidiano de quem empreende. Pode-se dizer, aliás, que ela é praticamente ininterrupta. Afinal, como o controle está em suas mãos, você sempre precisará escolher o que deve ser feito, como fazer, quem o fará e assim por diante.

Nesse sentido, é preciso saber qual é o momento exato para escolher com mais firmeza e coragem, bem como quando ser moderado e conservador. Decidir corretamente é a chave para que todas as outras características possam fluir bem.

Respeito humano

Engana-se quem pensa que pode passar por cima de outras pessoas. O fato de concentrar as ações e os poderes em suas próprias mãos não lhe dá o direito de ser ríspido ou estúpido com aqueles que estão ao seu lado.

Inclusive, isso também é pouco estratégico para o bom funcionamento de seu negócio. Considere que você depende muito de um bom relacionamento com seus colaboradores, funcionários e fornecedores para que tudo saia exatamente como planejou.

Para exercer uma liderança efetiva, que traga resultados positivos, tente ser carismático sempre que possível e respeite as pessoas. Ter autoridade não é sinônimo de ser arrogante.

Agora que você já sabe quais são algumas das qualidades básicas necessárias para ter sucesso com o seu empreendimento, veja e analise alguns tipos de perfil empreendedor.

Empreendedor criativo

Como já antecipa o próprio título, esse empreendedor se destaca pela visão apurada e pela facilidade que tem para criar coisas novas. Ele lida diretamente com a inovação e não suporta ficar parado em sua zona de conforto.

Ao olhar para um problema, o criativo logo imagina mil soluções possíveis, todas muito diferentes entre si. Seus negócios geralmente são atrelados a coisas nas quais poucas pessoas pensaram. Por conta disso, ele costuma sair na frente de seus concorrentes.

O fato de não se conformar com o básico também o ajuda a conquistar aquilo que almeja por vias incomuns, que surpreendem a todos.

Infelizmente, ele corre o risco de ser mal compreendido na maioria das vezes, mas gosta de pagar para ver aonde suas ideias inovadoras podem levá-lo.

O maior exemplo dessa categoria certamente foi Steve Jobs, fundador da Apple. Falecido em outubro de 2011, ele não se contentava com nada que fosse apenas corriqueiro. Embora não tivesse inventado os computadores, celulares e tocadores de MP3, ele revolucionou a forma de se conceber a tecnologia como um todo.

Empreendedor administrador

Caso você tenha uma grande facilidade para pensar a longo prazo, organizar as ideias e pensar em uma gestão completa e bem estruturada, este é o seu perfil de empreendedor!

O administrador controla todas as ações da empresa com pulsos firmes. Suas decisões sempre levam em conta aquilo que foi planejado à risca. Ele integra os setores e vê os diferentes times com igual importância para o andamento do projeto.

Sua administração colabora para que tudo funcione corretamente: da limpeza até as vendas. Detesta ver algo fora de lugar e persegue os índices de qualidade com absoluta determinação.

Se algo não sair como ele quer, avaliará as métricas que ele mesmo definiu e saberá a forma exata de cobrar sua equipe. Preocupa-se bastante com as finanças e confia nos números para melhorar o que é necessário.

Ele se encaixa muito bem em lugares onde tudo está devidamente definido, pois enxerga os processos internos como engrenagens que precisam de um constante alinhamento.

Dificilmente se deixa levar pelo instinto, o que configura seu maior mérito e, simultaneamente, seu grande defeito.

Empreendedor realizador

Diferentemente do anterior, o empreendedor realizador não se apega muito às ideias ou às organizações para se dar bem em sua trajetória. O que está ao seu alcance, ele concretiza; o que não está, dá um jeito de buscar.

É praticamente impossível de enxergar algo como um empecilho: tudo que aparece como obstáculo ele vê como uma oportunidade de mostrar o seu valor e conseguir aquilo que deseja.

Seus traços mais marcantes são:

  • obstinação;
  • perseverança;
  • confiança;
  • independência.

Ou seja, se você se identifica bastante com mais de uma dessas características, provavelmente se encaixa nesse perfil.

Também é curioso notar que ele é, entre os vários empreendedores, aquele que menos encontra dificuldades em relação à abertura de seu negócio. Até mesmo porque vê na vida um grande empreendimento, no qual as conquistas resultam de uma intensa dedicação.

Tem iniciativa para tudo e não se conforma nem um pouco com uma equipe que não consegue cumprir as metas estabelecidas. Desse modo, seu maior desafio é saber reconhecer que as outras pessoas podem ter métodos distintos para chegar aonde querem.

É bastante movido por seus sonhos, já que realizá-los é uma espécie de reafirmação do esforço empreendido. Se dá bem em qualquer área, desde que haja motivação o suficiente.

Empreendedor integrador

Você se lembra das principais qualidades listadas no começo deste texto? O integrador é aquele que mais sabe o quão importante é o respeito humano em um empreendimento. Ele vê no bom relacionamento com os colaboradores a chave para liderar, com eficiência, um grupo de pessoas.

Além disso, tem uma excelente noção sobre como colocá-las em torno de um único objetivo, mostrando para cada uma delas como e porquê fazê-lo.

O corretor Jordan Belfort, retratado por Leonardo DiCaprio no longa-metragem “O Lobo de Wall Street”, tem esse perfil. Fato é que sua ética e uma boa parcela dos meios que ele utilizava são passíveis de crítica. Ainda assim, não deixa de ser um exemplo na gestão de grupos, pois sabia motivá-los muito bem.

O integrador reconhece à distância quando um funcionário passa por problemas. Por isso, tende ser altamente compreensível e acreditar naquilo que as pessoas têm de melhor para oferecer.

Aos poucos, constrói um laço forte com aqueles que estão à sua volta, fazendo com que desponte uma legião de pessoas determinadas e comprometidas a defender seu negócio com unhas e dentes.

Curiosamente, apesar de ser um líder notório, ganha pontos justamente por não centralizar suas decisões. Por saber como delegar responsabilidades e tarefas, também otimiza os processos, ganhando tempo para lidar com as prioridades mais relevantes.

Seu senso coletivo ainda colabora para enxergar de forma igualitária os diferentes times. Em virtude disso, entende com grande facilidade quais são as melhores práticas para integrá-los.

Muitos podem achar que, às vezes, ele não passa de um coadjuvante. Vale salientar que essa impressão só acontece porque ele sabe muito bem quando é a hora de ficar nos bastidores.

 

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Empreendedor promotor

Perfil bastante semelhante ao do realizador, porém mais comedido. Para o promotor, tudo para ele é uma questão tática: sua satisfação só vem a partir do momento em que há maneiras definidas de promover seu negócio.

Dessa forma, ele dificilmente dá passos em falso. Assim que possível, as estratégias de marketing, as datas importantes e os eventos estarão todos alinhados e ele fará uma grande ocasião para chamar a atenções dos fornecedores, parceiros e, principalmente, consumidores.

Seu trânsito público merece destaque, já que ele sempre consegue desenrolar uma reunião interessante com figurões importantes da mídia, outros empresários e até gente da política. Nesses casos, evidenciam-se o carisma e as habilidades de comunicação que ele tanto tem.

Vê possibilidades de bons negócios onde ninguém mais consegue enxergar e não tem nenhum receio de apostar. Crê que, com paciência, as coisas aumentarão de tamanho e terão números impressionantes.

Em contrapartida, ele também colabora para que seus parceiros cresçam bastante, pois imediatamente enxerga aquilo que falta para que as empreitadas deles também decolem.

Antenado em tudo que acontece à sua volta, ele encara as relações como oportunidades em potencial. Na ausência destas, se lança em busca de novas, que estejam de acordo com suas vontades empresariais. É especialista em transformar produtos obsoletos em novidades atraentes.

Empreendedor nerd

Bill Gates, fundador da Microsoft, e Mark Zuckerberg, criador do Facebook, são dois exemplos bem-sucedidos desta categoria. O que eles tinham em comum? A engenhosidade de um verdadeiro nerd.

Este esteriótipo é marcado por indivíduos que pensam (muito!) antes de agir. Suas decisões nunca são precipitadas e eles pecam apenas pelo perfeccionismo exagerado.

Se você é aficionado por tecnologia, cultura geek (games, quadrinhos, filmes etc) e inovação, é bem provável que esse seja o seu perfil. Não se esqueça de deixar sua inteligência no comando na hora de abrir um negócio.

Outra “nerdice” recorrente é a capacidade de mergulhar profundamente em um único assunto, a fim de se tornar um perito no tema. Empreendedores nerds criam coisas que só poderiam ser feitas por eles mesmos e por mais ninguém.

Eles se aproximam muito dos criativos, mas com a diferença de que não se arriscam tanto quanto estes. Esse ponto indica, inclusive, qual é o seu grande desafio: executar, tendo em vista que o planejamento sempre é feito com o cuidado e a aplicação necessários.

Também são capazes de descobrir muito por meio de seus estudos. Não têm nenhuma preguiça e encaram com grande prazer a obtenção de pós-graduações, cursos livres e afins, porque o aprimoramento é uma vontade constante.

A paixão por aprender mais também funciona como um motor para que o empreendimento sempre se atualize. Assim, ele nunca fica de fora das tendências tecnológicas e operacionais do momento.

Empreendedor inquieto

Esse é o perfil cujo nome mais deixa claro como ele pensa e age. O empreendedor inquieto não se conforma com nada. Na presença de uma vitória grandiosa, ele só consegue desejar uma próxima, que seja ainda melhor.

Geralmente, os inquietos sofreram com uma crise em sua antiga profissão. Cansados da mesmice e das obrigações costumeiras, resolveram partir para uma nova empreitada, em que pudessem controlar suas próprias ambições.

Eles não se rendem ao mediano: querem aquilo que supera suas próprias expectativas — e elas não são nada baixas.

Este perfil pode até não ser um exímio líder, nem um grande estudioso ou alguém dotado de brilhante criatividade. Contudo, se esforça absurdamente para alcançar a excelência em todos esses aspectos o quanto antes.

Quase nunca se rende a uma conquista: enquanto se move em busca de algo maior, não deixa de olhar para outras questões importantes em seu entorno. Jamais cruzará os braços enquanto não encontrar a solução exata.

Infelizmente, essa jornada multitarefa nem sempre é possível e ele pode se sentir fracassado por isso. Caso você preencha esses requisitos, lembre-se de que reconhecer seus próprios feitos de vez em quando é algo essencial.

Rene Rodrigues, professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas), em entrevista concedida à revista Exame, coloca Sean Parker — fundador do Napster — como um representante nato: “Parker é um exemplo típico da geração Y. Irrequieto, sempre buscando coisas novas”.

Empreendedor trabalhador

Parecidos com aqueles que têm a inquietude dentro de si, os trabalhadores também não deixam nada pela metade e não descansam até que tudo esteja devidamente concluído.

Trabalham duro sempre, seja lá qual for o propósito. Estes empreendedores podem, inclusive, desenvolver problemas de estresse e de saúde por conta da rotina incansável que levam.

Portanto, precisam aprender a moderar um pouco mais. O difícil é convencê-los disso. Se você se identificou com este perfil, é porque tem prazer em ver seu empreendimento crescendo e não mede esforços para ajudar nesse desenvolvimento.

A entrega não cessa em nenhuma hipótese: não existem feriados e compromissos paralelos que sejam capazes de tirar seu rigoroso foco do trabalho.

Não se intimida por volumes extensos de tarefas a serem feitas e adora ter responsabilidade sobre diferentes funções. Acredita que empreender é um processo de construção contínua, que carece de comprometimento total com a causa.

O sucesso, para ele, é uma questão de tempo, já que invariavelmente chegará. É possível vê-lo sentindo mais orgulho por fazer algo do que pelas realizações obtidas anteriormente, porque ele nunca para.

É capaz de ler uma pilha de relatórios, fazer várias reuniões e ainda viajar para o exterior em um mesmo dia. Irrita-se com a falta do que fazer e sempre dá um jeito de se envolver com algo que requer sua disposição acentuada.

O trabalhador não se contenta com apenas administrar ou só fazer as projeções: ele almeja se relacionar com todas as atividades de sua empresa, acompanhá-las de perto, colocar a mão na massa e ainda aperfeiçoá-las.

Empreendedor franqueado

Criou-se, com o passar dos anos, a falsa visão de que ser um franqueado é muito diferente de empreender. Afinal, aderir a uma franquia pressupõe o respeito por determinadas regras e condutas prontas.

No entanto, essa percepção está equivocada. Quem garante isso é Filomena Garcia, sócia-diretora da Franchise Store e especialista em marketing, em sua coluna no portal UOL.

Em um de seus textos, a autora diz que “um franqueado terá de saber liderar e motivar uma equipe, decidir sobre as atividades do dia a dia, colocar metas individuais, e acompanhar seus resultados e saber sempre onde ainda pode melhorar”.

Dessa maneira, pode-se dizer que este perfil de empreendedor combina, a sua maneira, às qualidades inerentes aos outros perfis, concatenando-as com o intuito de executar um projeto.

Apesar de esse modelo de negócio ter parte de suas proposições — que partem dos franqueadores — já determinadas, é imprescindível que haja criatividade e capacidade administrativa naqueles que se propõem a investir nessa modalidade.

Engana-se, portanto, quem acredita que ter uma franquia é reproduzir algo preestabelecido. Não há como negar, é claro, a importância de entender a proposta, sabendo de suas particularidades. Para fazê-lo, contudo, é fundamental sair do lugar-comum e agregar novos valores ao conceito.

Quem gosta de superação, tem tudo para se encantar com empreendimento desta estirpe. Uma vantagem é a possibilidade de trabalhar com segmentos distintos: educação, alimentos, cosméticos etc.

Outro ponto interessante de ser um franqueado é poder contar com um apoio significativo para se chegar ao sucesso. Geralmente, profissionais competentes são disponibilizados pelas empresas para dar esse suporte.

Além disso, elas representam um investimento relativamente baixo quando comparadas a outros empreendimentos. O retorno, por sua vez, tende a vir rapidamente, fazendo a iniciativa valer a pena em um período curto.

Você e os perfis de empreendedor

Para entender melhor a ligação entre seus objetivos e as categorias listadas acima, basta olhar para as realizações que você já teve na vida. Sejam profissionais, sejam pessoais. O que você empreendeu? Quais ações partiram de seus desejos? O que, de concreto, você já criou? Do que você gosta?

Responder a essas perguntas e procurar outros exemplos de empreendedores realizados lhe ajudará a encontrar seu perfil. Você também pode fazer um teste de empreendedorismo para sabê-lo com maior precisão.

Faça, antes de tudo, um balanço do quanto você está disposto a investir. Vale frisar que esse investimento não está associado apenas ao dinheiro ou outros recursos materiais. Ele também implica em tempo, comprometimento e todos os outros componentes para que algo seu fique pronto.

Caso você reúna qualidades distintas, de moldes diferentes de empreendedorismo, não se preocupe, porque isso está longe de ser uma má notícia! Ser meio nerd e um pouco integrador pode combinar muito bem com uma franquia. Outras práticas recomendadas são:

  • pesquise;
  • coloque suas vocações à prova;
  • converse com quem te conhece bem;
  • siga seus instintos e escute seus sonhos.

Fazendo isso, logo você saberá em qual segmento pode ter mais sucesso.

Não deixe que detalhes ou a falta de convicção sejam fatores impeditivos para a realização de seu empreendimento. Lembre: quem tem uma empresa e é bem-sucedido hoje já passou por inúmeras dificuldades em momentos anteriores.

Esses perfis de empreendedor são guias para que você se situe em busca do controle de sua rotina e de um futuro melhor para a sua família. Inspire-se neles e tente se identificar para deixar seu próprio legado como empresário.

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